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Por Claudeir
Covo

"Quando um cientista ilustre, mas idoso, declara que alguma
coisa é possível, quase certamente tem razão. Quando declara que alguma coisa é impossível,
muito provavelmente está errado" (Lei de Clarke)
Precisamos tomar muito cuidado para falar que isso ou aquilo é
impossível, pois parece que o destino dos homens do planeta Terra é realizar ou provar coisas
impossíveis. Na história da humanidade sempre existiram cientistas aparentemente competentes,
que promulgaram as leis do que é tecnicamente possível ou impossível, demonstrando, às vezes,
que estavam inteiramente errados enquanto a tinta da caneta mal secara. Nos dias atuais tudo
continua igual e certamente continuará a ser assim no futuro.
Recentemente, em 19 de
maio de 1986, tivemos um "show" de discos voadores no céu brasileiro, a ponto de as autoridades
da Aeronáutica virem a público afirmar que o espaço aéreo brasileiro foi invadido por vinte e um
objetos de origem desconhecida, os quais foram detectados pelos radares, foram acompanhados por
aviões a jato, se movimentavam em altas velocidades, passando de 250 a 1.500 km/h em fração de
segundo, sem causar o boom característico, mudavam de cor, mudavam de trajetória, subiam,
desciam, sumiam instantaneamente do radar e apareciam, aos olhos do observador, em outro lugar,
acompanhavam os aviões, ficavam parados, faziam ziguezague, causaram a interrupção do tráfego
aéreo em várias áreas, saturaram os radares, causaram interferências nos equipamentos dos aviões
a jato, faziam curvas em ângulos retos (90°) em altíssimas velocidades, sem deixar rastros como
as aeronaves convencionais. Isso tudo foi informado oficialmente, e deve ser menos de 20% do que
realmente aconteceu.
A ORDEM DOS FATOS
20:50 horas – O operador da torre de controle do aeroporto de São
José dos Campos observa, por binóculo, dois pontos luminosos. A torre pede ao comandante Alcir
Pereira da Silva, que viajava com o coronel Ozires Silva, que fizesse uma busca visual do
OVNI.
21:10 horas – Sinais luminosos são vistos pelo comandante Alcir e
pelo coronel Ozires Silva.
21:14 horas – O controle de radar de São Paulo recebe sinais sem
identificação.
21:15 horas – O controle de radar de São Paulo informa o Centro de
Tráfego Aéreo de Brasília.
21:20 horas – Brasília confirma a presença de sinais no
radar.
21:23 horas – O primeiro jato F-5E sai da Base Aérea de Santa Cruz,
Rio de Janeiro, rumo a São José dos Campos (tenente Kleber Caldas Marinho).
22:45 horas – O radar de Anápolis, a 50 km de Goiânia, detecta os
sinais e o primeiro Mirage levanta vôo em busca dos OVNIs (capitão Armindo Souza Viriato de
Freitas).
22:50 horas – O segundo jato F-5E levanta vôo (capitão Márcio
Brisola Jordão).
23:15 horas – O tenente Kleber vê bolas de luz pela primeira vez e
começa a perseguir os OVNIs.
23:17 horas – O segundo Mirage levanta vôo em
Anápolis.
23:20 horas – O F-5E detecta, pela primeira vez, sinais pelo radar
de bordo.
23:36 horas – O terceiro Mirage levanta vôo da base de
Anápolis.
Mas no meio oficial,
comentou-se muitas coisas que não foram mencionadas nos depoimentos, tais como: quando o F-5E
era seguido por treze OVNIs, o piloto fez um looping para ficar de frente com tais
objetos, o que não foi possível pois os objetos também fizeram o looping com o avião.
Comentou-se que um objeto veio em alta velocidade e, de repente, parou bem à frente do avião, em
rota eminente de colisão, saindo em seguida, a toda velocidade, deixando o piloto totalmente
apavorado.
Considerando-se apenas as informações oficiais, esses fatos só
podem ser explicados dentro do contexto do fenômeno UFO ou simplesmente disco voador. O que
importa é a origem desses objetos, provavelmente extraterrestres, e a sua tecnologia
indiscutivelmente muito avançada e totalmente desconhecida pelos cientistas do planeta Terra.
Nossas autoridades da Aeronáutica não souberam explicar o que eram esses objetos, limitando-se a
dizer que só podem dar explicações técnicas, e essas explicações eles não as têm. Foi formada
uma comissão de estudos para analisar os fatos, e a conclusão certamente jamais será do
conhecimento público. De certa forma, de positivo ficou o fato da Aeronáutica brasileira
reconhecer publicamente que o nosso espaço aéreo é invadido constantemente por estranhos objetos
de origem desconhecida, e, de negativo, ficou o lamentável fato que vários cientistas tentaram
explicar o evento, dando um total de vinte e uma explicações distintas para um simples
avistamento de OVNIs. Algumas tão infantis que é difícil acreditar que partiram de
cientistas.
Os ufólogos brasileiros e de outros países já estão acostumados a
esse círculo vicioso, no qual todas as vezes que acontece um fato ufológico de conhecimento
público alguns cientistas, quase sempre os mesmos, dão entrevistas aos meios de comunicação
totalmente contra a hipótese dos discos voadores. Quem é o culpado dessa situação? Os ufólogos,
os cientistas ou os repórteres que procuram as pessoas erradas para explicar o que não conhecem?
Ora, se eu tenho um problema de coração, jamais irei procurar um mecânico para resolver o meu
problema. O que observamos em alguns cientistas é que eles querem explicar um fato ufológico
como algo relativamente simples e conhecido, sem, no mínimo, analisar os fatos.
Isso não acontece só no campo ufológico, mas em todos os campos da
ciência. Essas pessoas esquecem que a imaginação é um dos principais requisitos de um bom
cientista. É importnte ter um sólido conhecimento científico, o "sentido" da ciência e uma
imaginação realmente flexível. O mais espantoso é a velocidade com os quais aqueles que, em
certo momento, declaram "é impossível" passam a dizer "eu sempre disse que podia ser
feito". Parecem mais políticos do que cientistas. Mas quais as razões que levam um cientista
a não admitir a existência dos discos voadores?
Contra fatos não há argumentos. A ufologia é riquíssima em fatos,
mas é mais fácil negar do que provar. Esses cientistas são conservadores, têm medo de cair no
ridículo, ficam cegos pelos seus preconceitos, são incapazes de ver o que está diretamente na
frente deles, recusam-se a aprender com a experiência ou o assunto altera suas bases morais,
sociais e religiosas, não sabemos, mas a história do homem está repleta de exemplos dessa
natureza, que mais tarde se revelaram errados.
O CONTROLE
GRAVITACIONAL
Parece que a única coisa
que separa o possível do impossível é o fator tempo. Através dele, muitas coisas impossíveis
passaram a ser possíveis, e as que hoje são impossíveis certamente serão possíveis no futuro. O
próprio fenômeno UFO nos mostra como será o nosso futuro: controle da força gravitacional,
teletransporte, viagens para outros sistemas estelares, invisibilidade, controle total da
matéria (átomos) realizando transmutações, e muitos outros fatos ufológicos serão de domínio
total dos nossos cientistas do amanhã.
Os erros do passado em nada têm alertado certos cientistas, que
fazem questão de tapar o sol com a peneira. Houve uma época em que se disse que estavam caindo
pedras do céu, e os cientistas explicaram que isso era impossível. Mais tarde descobriram-se os
meteoros. No século passado, por volta de 1880, a idéia da luz elétrica era um absurdo para
muitos cientistas, menos para Thomas Alva Edson. Quando as primeiras locomotivas estavam sendo
construídas, os cientistas afirmavam clamorosamente que a "sufocação" seria o destino daqueles
que atingissem a terrível velocidade de 50 km/h. No início do século passado (1900), os
cientistas eram quase unânimes em declarar que o mais pesado que o ar era impossível de voar e
que tentar construir aeroplanos seria dar provas de loucura. Na década de 1920, a idéia do vôo
espacial também era uma loucura. Em 1957, quando era colocado em órbita terrestre o primeiro
satélite artificial, um famoso cientista e inventor disse ao mundo que o homem jamais poria os
pés na Lua, fato que os repórteres lhe cobraram em 1969. Enfim, teríamos milhares de exemplos
para mostrar que a palavra "impossível" foi inventada pelos fracos, pelas pessoas que não têm
capacidade de enxergar um palmo na frente do nariz.
Também não seria assim tão surpreendente se muitas coisas tidas
como impossíveis se tornassem realidades graças a brilhantes cientistas que insistiram em suas
idéias, tendo como exemplo o fenômeno ufológico. O próprio Einstein já falava em controle
gravitacional na sua teoria da unificação dos campos. De onde surgiu essa possibilidade?
Analisando casos de discos voadores? Infelizmente, esse gênio morreu antes de concluir sua
teoria. Mas será que hoje já teríamos o controle gravitacional se Einstein a tivesse concluído?
Sabemos que a NASA gasta fortunas em pesquisas, inclusive sobre o controle gravitacional. Os
discos voadores nos mostram que esse sonho certamente será uma realidade – é só uma questão de
tempo.
O mais importante é que a tecnologia é o resultado de novos
sistemas e não o aperfeiçoamento de sistemas antigos. Hoje cruzamos o oceano Atlântico cem vezes
mais rápido do que há duzentos anos. Não que os barcos andem cem vezes mais rápidos, mas sim
porque hoje temos aviões a jato. Atualmente o vôo com aviões a jato é coisa corriqueira, mas era
um sonho há duzentos anos, uma fantasia impossível de se pensar. Fernão de Magalhães levou dois
anos para dar uma volta ao mundo, mas hoje um astronauta leva apenas noventa minutos. No seriado
"Cosmos", do falecido Carl Sagan, falou-se do projeto sofisticado do jato de Guerra Bussard, que
poderia viajar com uma velocidade próxima á da luz para aplicar uma dilatação relativística
especial do tempo. É somente um projeto? Ainda é um sonho? Os norte-americanos já falam em
utilizar o ônibus espacial para construir naves dessa natureza no espaço. Aí envolve o fator
dólares. Com uma nave dessa, na velocidade de 99,99% da velocidade da luz, poderíamos percorrer
37 anos-luz em dois meses, ou seja, poderíamos atingir qualquer uma das trezentas estrelas
contidas em um raio de trinta anos-luz. Enquanto para os passageiros passariam somente dois
meses, para os habitantes da Terra passariam 37 anos.
TROCAR ACUSAÇÕES POR
PESQUISAS
Os russos já conseguiram
ficar muitos meses no espaço, o que faz parte do preparo de uma viagem tripulada ao planeta
Marte. Loucura? Sonho? Ou uma realidade eminente? Parece que o homem veio do espaço e que o seu
destino é retornar a ele. A todo instante os discos voadores nos mostram essas possibilidades,
mas há cientistas que não acreditam e falam com uma ignorância arrogante. Há alguns anos, o
físico César Lates deu uma entrevista à imprensa na qual afirmou que a vida é privilégio do
planeta Terra em todo o Cosmos, e que a vida extraterrestre é um verdadeiro absurdo. Hoje a
grande maioria dos astrônomos e físicos acreditam na vida extraterrestre, porém não crêem que
esses seres nos estejam visitando por meio de discos voadores. Esses cientistas dizem que uma
nave do tipo Voyage I, viajando a uma velocidade de 50.000 km/h, para alcançar a estrela mais
próxima do nosso sistema solar, a Alfa do Centauro, distante 4,3 anos luz, levaria
aproximadamente 100.000 anos. Seriam gerações e gerações dentro de uma nave espacial. Isso é
válido para a nossa atual tecnologia, que tem apenas trinta anos na área das viagens espaciais.
Ora, como estará a tecnologia de viagens espaciais de uma população de seres extraterrestres que
tenham um milhão de anos à nossa frente? Viajando a 50.000 km/h?
Na ufologia mundial há milhares de casos, riquíssimos em detalhes,
envolvendo pessoas perfeitamente normais, mas alguns cientistas preferem simplesmente afirmar
que essas pessoas são "loucas", no lugar de pesquisarem a história que elas contam. Esses
cientistas deviam unir-se e provar cientificamente que os discos voadores não existem. Esses
cientistas têm viseiras tão fechadas que, se alguém entregar um disco voador a eles, é mais do
que provável que ainda assim eles não acreditarão. Quando analisamos os seus depoimentos,
principalmente em relação ao evento de 19/05/86, verificamos que são absolutamente infundados e
totalmente desencontrados; nenhum deles parou para analisar os depoimentos das autoridades da
Aeronáutica. Eles só conseguiram provar duas coisas. Primeiro: que não conseguem entender-se
entre si. Segundo: na sua tentativa de provar que não era fenômeno extraterrestre, que não
conhecem os fenômenos terrestres. E é lamentável que eles tenham dado tantas explicações,
algumas totalmente conflitantes entre si. Acreditamos que eles devem ser bons profissionais, que
realizam seus trabalhos como competência, mas tudo indica que nunca pesquisaram um único caso de
disco voador.
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