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Por Claudeir
Covo

AS TESTEMUNHAS
Recapitulemos os pronunciamentos oficiais sobre o incindete de
maio de 1986, a fim de compormos um quadro daqueles acontecimentos:
Brigadeiro Otávio Júlio
Moreira Lima, ministro da Aeronáutica
01 – "Entre 20:00 horas (19/05) e 01:00 hora (20/05) pelo menos 21 objetos foram
detectados pelos radares brasileiros".
02 – "Saturaram os radares e interromperam o
tráfego na área".
03 – "Toda vez que os radares detectam
objetos não-identificados os caças levantam vôo para identificação".
04 – "Radar só detecta superfícies sólidas,
objetos metálicos e nuvens (massas) pesadas. Não havia nuvens nem aeronaves convencionais na
região. O céu estava limpo. Radar não tem ilusão de ótica".
05 – "Só podemos dar explicações técnicas, e
não as temos".
06 – "Seria muito difícil para nós falarmos
sobre a hipótese de que esses objetos seriam de origem extraterrestre".
07 – "A hipótese de uma guerra eletrônica é
muito remota, e não é o caso aqui no Brasil".
08 – "É fantástico. Os sinais nos radares
eram bem claros".
Coronel Ozires Silva, na época
presidente da Petrobrás
01 – "Dizem que foi um
salto muito grande entre a presidência da Embraer e a presidência da Petrobrás, que subi tanto
que cheguei a ver disco voador".
02 – "Quando nos aproximávamos de São José
dos Campos, a bordo do avião Xingu PT-MBZ, Brasília pediu para observarmos alguns pontos que
estavam sendo detectados pelo radar, e que não estavam registrados como vôos regulares dentro
daquela área".
03 – "Na altura de 600 metros, vimos pontos
luminosos, de cor laranja-vermelhado, com brilho muito intenso".
04 – "Tentamos nos aproximar das luzes, mas
desistimos. As luzes apagavam e acendiam em lugares diferentes (10 a 15 segundos). Observamos
variações muito rápidas de velocidade".
05 – "As luzes tinham presenças reais, eram
alvos primários no radar, alvos positivos, uma coisa concreta".
06 – "Se não fosse detectado pelos radares,
eu não teria falado nada".
07 – "Está registrado em fitas pelo
radar".
08 – "Não consegui identificar
nada".
O Coronel Ozires Silva, posteriormente, escreveu o livro
"Decolagem de um Sonho", na qual conta toda sua incrível trajetória aeronáutica, entre os quais
a transformação da EMBRAER numa empresa altamente competitiva internacionalmente. Em seu livro,
Ozires descreve o que viu na noite de 19 de maio de 1986. Para ver o testemunho de Ozires Silva,
que ele registrou em seu livro, clique com seu mouse em DISCOS
VOADORES EXISTEM? – este texto está no último capítulo de seu livro. O Coronel Ozires Silva ocupou vários cargos de destaque no Brasil, entre
eles: presidência da EMBRAER, presidência da Petrobrás, Ministro da Infraestrutura no governo
Collor e a presidência da VARING.
Comandante Alcir Pereira da
Silva, co-piloto do avião Xingu PT-MBZ
01 – "Vimos luzes
laranjas-avermelhadas" (O comandante foi o primeiro a ver as luzes).
02 – "Parecia uma estrela bem
iluminada".
03 – "Informamos a torre de São José dos
Campos que iríamos perseguir o objeto".
04 – "A única prova que temos é o registro
deles no radar de nossa aeronave".
05 – "A luz desapareceu como se tivesse
apagado instantaneamente".
06 – "Foi uma experiência
incrível".
07 – "Eles voavam em grande
velocidade".
Major-aviador Ney Antônio
Cerqueira, chefe do Centro de Operação de Defesa Aérea (CODA)
01 – "Não temos condições
técnicas operacionais para explicar".
02 – "O aparecimento e desaparecimento
desses objetos nas telas dos radares são inexplicáveis".
03 – "São Movimentos Aéreos
Não-Identificados (MANI)".
04 – "As fitas com as comunicações entre
pilotos e controladores, entre controladores das áreas de Brasília, São Paulo e Anápolis e os
relatórios dos pilotos dos F-5E e dos Mirages serão estudadas para posteriores
conclusões".
05 – "Os instrumentos técnicos usados para a
identificação das luzes tiveram problemas para registrá-las".
06 – "O CODA acionou dois F-5E e três
Mirages para identificarem os objetos. Um F-5E e um Mirage ficaram de prontidão no
solo".
07 – "Fato semelhante aconteceu há 4
anos" (Caso Brito).
08 – "As luzes se
movimentavam a uma velocidade entre 250 a 1.500 Km/h".
09 – "A Aeronáutica não dá o caso por
encerrado".
Tenente Francisco Hugo N.
Freitas, Controle de Operações
01 – "Os objetos foram
detectados pelos radares de Santa Cruz, Congonhas, Anápolis e Brasília".
02 – "Os radares detectaram 21 ecos no
total".
03 – "Durante alguns instantes, o F-5E foi
perseguido por 13 objetos".
04 – "O objeto deslocava da esquerda para a
direita, parou e começou a deslocar-se no sentido oposto ao da aeronave".
Tenente-aviador Kleber Caldas
Marinho, piloto do primeiro F-5E a levantar vôo
01 – "Tive um contato visual e um contato com o meu radar de bordo de algo que
parecia um ponto de luz, o qual estava distante 12 milhas à minha frente, distância esta também
confirmada pelo radar de solo" (Sofreu interferências nos seus instrumentos de
bordo).
02 – "O objeto se deslocava da esquerda para
a direita, depois começou a subir".
03 – "O objeto variava de cor: verde,
vermelha e branca. Predominava a cor branca".
04 – "O objeto estava a 10 km de altura e na
velocidade acima de 1.000 km/h".
05 – "Segui até as 200 milhas sobre o oceano
Atlântico" (Não conseguiu aproximar-se e nem identificar o objeto).
06 – "Não tive medo porque eu gosto do
desconhecido".
Capitão-aviador Márcio Brisola
Jordão, piloto do segundo F-5E a levantar vôo
01 – "Próximo a São José
dos Campos, o radar detectou vários contatos, dez a treze pontos, a vinte milhas de
distância".
02 – "O céu estava limpo, mas eu não via
nada".
03 – "O radar de solo foi informado a
aproximação dos objetos: 20 milhas, 15, 10, 5, de repente havia 13 objetos atrás de minha
aeronave, a 2 milhas de distância, seis de um lado e sete do outro, durante vários minutos. Após
manobrar a aeronave, os objetos haviam desaparecido".
04 – "Não vi
forma, não vi velocidade, não vi variação de altura e não mudou de cor".
05 – "Voou durante 01:20
hora".
06 – "Não tive medo porque não via nada me
ameaçando".
Capitão Armindo de Souza
Viriato de Freitas, piloto do Mirage
01 – "O céu estava limpo,
mas eu só percebi o objeto pelo radar; o objeto estava a 20 km de distância".
02 – "Como não tinha razão de aproximação,
resolvi aumentar a velocidade até 1.340 km/h, e me aproximei do objeto até 6 milhas de
distância".
03 – "O objeto se deslocava para frente e se
movimentava de um lado para o outro no escopo do meu radar" (ziguezague).
04 – "De repente, o ponto desapareceu no
escopo do meu radar".
Major-brigadeiro-do-ar Sócrates
Monteiro, comandante do IV COMAR (SP)
01 – "Há muitos anos esses
casos vêm sendo registrados".
02 – "Passaram de 250 para 1.500 km/h em
frações de segundo".
03 – "A FAB filmou todo o evento em
vídeo-tapes".
04 – "90% tem explicações, 10%
não".
05 – "Pode ser que se explique por uma
disfunção eletrônica dos radares".
06 – "É possível que não se constate o que
foi".
Deve-se ressaltar que os pilotos de Mirage e F-5E são considerados
os melhores do Brasil, pois fazem inúmeros cursos de especialização e jamais iriam confundir
meteoros com OVNIs. Quando lemos o currículo dos pilotos que levantaram vôo naquela noite de 19
de maio, temos uma boa idéia da sua experiência profissional: 900 missões, 2.000 horas de vôo, e
assim por diante. Aliás, só uma a cada quinhentas pessoas consegue tornar-se um piloto de caça
da FAB.
Os aeronautas da aviação comercial do aeroporto de Cumbica, São
Paulo, negaram-se a comentar o fato. A abordagem do tema OVNI pode representar muitos problemas
para o profissional de aviação; temem represálias por parte da empresa.
O coronel Adalberto Resende Rocha, chefe do Centro de Relações
Públicas do Gabinete do ministro da Aeronáutica, não permitiu que certas perguntas fossem
respondidas, tais como autonomia e armamento das aeronaves, alegando serem de caráter
sigiloso.
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