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Por Claudeir
Covo

EXPLICAÇÕES DA COMUNIDADE
CIENTÍFICA
Passemos, agora, a transcrever e analisar alguns depoimentos de
físicos, astrônomos e demais especialista que foram procurados pelos órgãos de comunicação para
prestar o seu esclarecimento. E percebemos o absoluto desconhecimento e a precipitação por trás
de muitas de suas explicações desencontradas.
Paulo Marques, físico,
jornalista e professor
01 – "Responsáveis homens
da ciência supervalorizaram, de forma apressada e impensada, o aparecimento, nos céus de São
Paulo, dos tais OVNIs".
02 – "Discordo de um notável vidente desses
OVNIs, o atual presidente da Petrobrás, o coronel Ozires Silva".
03 – "A vida em outros planetas da Via
Láctea é um verdadeiro absurdo".
04 – "Era noite de Lua cheia. A luz da Lua
refletiu no corpo do avião".
05 – "Os radares detectaram
meteoros".
06 – "São OVNIs espiões dos EUA e da URSS,
que lançam aeronaves não-tripuladas e movidas a controle remoto".
07 – "Quero, como brasileiro, que meu
veículo continue a ser movido a derivados de petróleo, e não por forças cósmicas, como talvez
poderá pretender o coronel Ozires".
O físico Paulo Marques provavelmente ouviu o galo cantar mas não
sabe onde, e não leu nenhuma notícia sobre os depoimentos das autoridades da Aeronáutica. Todas
as vezes que o coronel Ozires Silva deu entrevistas, ele sempre fez questão de frisar que não
sabe o que viu, falando apenas que avistou pequenos pontos luminosos, a distância, de cor
avermelhada. Em nenhum momento ele alegou ter visto OVNIs. Como pode a luz da Lua refletida no
corpo do avião ser detectada por radares? Como podem meteoros perseguir, durante alguns minutos,
um avião a jato?
Ernest Hamburger, físico da USP
01 – "Não acredito ser um
fenômeno extraterrestre".
02 – "Deve ser um fenômeno
terrestre".
03 – "Não sei o tipo de coisa que foi
visto".
04 – "Podem ser fenômenos elétricos de bolas
de fogo que se movem".
05 – "Se houver vida em outros planetas, os
seres devem ser tão diferentes que nem dá para imaginar".
06 – "Bobagem, igualmente bobagem!"
(referindo-se às opiniões dos ufólogos).
O físico Ernest Hamburger não acredita na hipótese extraterrestre
desses objetos, o que é um direito dele, mas suas explicações não esclareceram nada. Disse que
podem ser bolas de fogo, mas não sabe o que foi visto. As bolas de fogo envolvem quatro tipos
distintos de fenômenos:
01 – A pressão causada pela movimentação das placas
tectônicas no subsolo causa a ionização de gases, que podem chegar à superfície através de
trincas do solo nas falhas geológicas, fazem um movimento aleatório e, em seguida, se
desfazem.
02 – O atrito dos ventos nos picos das montanhas carregam
eletricamente toda a montanha. De acordo com o material, mais ou menos isolante ou condutor, que
constitui o solo, pelo efeito elétrico do poder das pontas, no alto do morro, aparece uma bola
ionizada que pula até outro morro, neutralizando-se. O tamanho máximo é de 30 centímetros e o
movimento é em forma de arco, com velocidade constante.
03 – O raio bola ou relâmpago globular, um fenômeno
atmosférico raríssimo, aparece no meio de um relâmpago convencional, faz movimentos aleatórios,
queima se atingir pessoas e some no meio de uma explosão. Também tem um diâmetro máximo de 30
centímetros.
04 – O fenômeno UFO.
Os tópicos 01 e o 03 já foram reproduzidos em laboratórios. O 01 e
o 02 são chamados pelo povo de "Mãe de Ouro". O 01, o 02 e o 03 têm cor avermelhada. O
04, o fenômeno UFO autêntico, além da cor vermelha, possui todas as cores do espectro visível, e
suas dimensões, a partir das pequenas sondas, têm de 10 a 60 centímetros, e as naves tripuladas
têm de 3 a 30 metros de diâmetro. As bolas luminosas vistas pelos pilotos da Aeronáutica tinham
um diâmetro de 6 a 8 metros e, pelos fatos narrados, não se enquadram nos três primeiros
fenômenos. A única explicação, sem a menor dúvida, é o fenômeno UFO.
José Zatz, físico
01 – "Pelas informações
divulgadas, não se pode afirmar que era OVNI".
02 – "Poderia ser um
reflexo".
O físico José Zatz certamente não sabe que um reflexo jamais pode
ser detectado por radares. Foram mais de cinqüenta radares que detectaram os UFOs de maio. Não
acredito que o físico José Zatz pense que toda a nossa Aeronáutica seja formada por pessoas
mentirosas. Certamente ele deu sua opinião antes de analisar os fatos narrados pelas milhares de
testemunhas, fotografados, filmados e gravados em fitas de radares.
Luís Pinguelli Rosa, físico da
UFRJ
01 – "Não tenho dúvida de
que se trata de algo compreensível pela luz da ciência".
02 – "Não tem nada a ver com objetos
extraterrestres".
03 – "Aviões não-identificados produzem os
efeitos semelhantes àqueles que foram observados".
04 – "Os objetos balísticos atravessaram o
céu brasileiro a uma altitude baixa".
O físico Luís Pinguelli Rosa não tem dúvida de que se trata de
algo compreensível pela luz da ciência, mas a realidade nos mostra e descreve como sendo
totalmente inexplicado pela ciência. Gostaríamos de saber que tipo de avião (modelo, fabricante)
consegue produzir os efeitos semelhantes àqueles descritos pelas autoridades da Aeronáutica.
Deve ser um modelo tão secreto que só é do conhecimento do físico Luís Pinguelli Rosa. E os
objetos balísticos que atravessaram o céu brasileiro a uma altitude baixa, de onde saíram, onde
caíram e quem os lançou?
Rogério Cezar Cerqueira Leite, físico e membro do Conselho
Editorial da Folha de SP não acredita que tenha sido OVNI: "Parece ser puramente um fenômeno
atmosférico ou falha nos instrumentos". É muito cético em relação a esses
acontecimentos.
O físico Rogério Cezar Cerqueira Leite falou em fenômeno, o que é
muito vago. Existem várias dezenas desses fenômenos e nenhum deles fazem o que fizeram os
objetos observados em maio. Com relação a falhas nos instrumentos, isso foi descartado pelas
próprias autoridades, pois a ocorrência foi observada em radares de vários Estados e nenhum
sistema eletrônico apresentou qualquer defeito.
Em certo instante, esse físico se mostrou como o mais arrogante de
todos os outros que são contra os discos voadores, embora nem conheça os detalhes dos casos
ufológicos. Em um artigo, publicado na imprensa
paulista, Cerqueira Leite inicia dizendo que aparentemente os esquizofrênicos extraterrestres
não desistem e fogem esbaforidos quando qualquer coisa humana se aproxima. Esses seres, segundo
ele, não são apenas tímidos mas também têm medo de se resfriar, pois aparecem somente em noites
de Lua cheia e céus azuis límpidos. Ora, qualquer pessoa que conhece a casuística ufológica sabe
como esse arrogante físico está desinformado.
José Goldemberg, físico, reitor da USP, após ter sido perguntado
por um repórter se poderia comentar o pronunciamento do ministro da Aeronáutica, brigadeiro
Otávio Júlio Moreira Lima, sobre os OVNIs, disse: "Brincadeira, não!". O físico José
Goldemberg é um daqueles que preferem não encarar a realidade.
Luis Carlos Menezes, físico da
USP
01 – "É necessário
comprovar se realmente foram detectados no radar".
02 – "Se foram detectados no radar, então é
uma aeronave".
03 – "São efeitos térmicos com reflexos de
luzes por difração, e você vê a coisa onde não está" (miragem).
04 – "Um país superdesenvolvido resolveu
fazer um teste com os radares brasileiros".
05 – "Uma manobra onde se colocam diante das
telas dos radares muitos pontos não importantes de chamarizes, ofuscando o sistema de radares,
que deixam os instrumentos militares, a aeronave e o foguete encobertos".
06 – "Um conjunto de pequenas aeronaves
teleguiadas, as quais usam pequenos foguetes com uma geometria mais bidimensional, mais plana,
alguma coisa mais fina e leve, com propulsão própria e telecomandada".
07 – "Nunca pesquisei um fragmento de
OVNI".
Ele acredita em seres extraterrestres, mas não em viagens
interplanetárias. O físico Luiz Carlos Menezes, quando o autor afirmou a um jornal paulistano
que os discos voadores existem e são tripulados por seres extraterrestres, saiu-se com essa:
"Ah é? Então por que não descem para um café?". Um leitor desse jornal, de nome Cyril G.
P. Walter, escreveu uma resposta ao Menezes: "Os irmãos Villas Boas desceram para um
cafezinho quando sobrevoaram os xavantes pela primeira vez? Os xavantes atacaram o avião – um
OVNI para eles – com flechas, conforme foi fotografado e documentado na época. Nós não usamos
flechas e bordunas, usamos Mirages e F-5E".
Esse físico a cada dia dava uma explicação diferente. Foram pelo
menos cinco hipóteses distintas, algumas delas sem nexo. Ele mesmo acabou-se confundindo com
suas explicações. Falou até em miragens dos radares, sendo que o próprio ministro da Aeronáutica
afirmou que radares não têm ilusão de ótica ou miragens. Com relação ao teste dos radares
brasileiros realizado por algum país superdesenvolvido, isso foi descartado pela própria
Aeronáutica, por entender que essas aeronaves não se deslocariam sem deixar rastro ou sem
provocar o estrondo característico de uma nave ultrapassando a barreira do som, o que não
ocorreu.
Roberto Godoy, especialista em
armamento
01 – "O Brasil foi espionado por algum país, alguma potência interessada em
fotografar, especialmente o Vale do Paraíba, litoral sul do Rio de Janeiro e litoral norte de
São Paulo".
02 – "É a região estratégica mais importante
do país: indústria bélica brasileira (primeira em armas do terceiro mundo), indústria
aeroespacial, Centro Técnico Aeroespacial, usina atômica Angra dos Reis, principal terminal de
recebimento de petróleo (terminal Almirante Barroso em São Sebastião), que faz ligação
direta com a Refinaria da Petrobrás, no Planalto Paulista".
03 – "Uma ou duas aeronaves, repletas de
computadores e sensores, soltam cargas externas para criar confusão eletrônica, saturação e
ilusão de ótica no radar. As cargas são esféricas, cilíndricas e metálicas, que emitem luz
colorida, calor e têm propulsão própria por alguns minutos".
04 – "Tecnologia muito avançada, dominada
pela União Soviética e pelos Estados Unidos, e com uma geração de atraso pela Inglaterra e pela
França".
05 – "Faz parte do jogo de xadrez da
política internacional".
O especialista em armamento Roberto Godoy falou em espionagem de
algum país desenvolvido como EUA, URSS, Inglaterra ou França sobre o Vale do Paraíba. Ora, qual
país correria o risco de invadir o espaço aéreo brasileiro com uma ou duas aeronaves para
simplesmente realizar fotografias noturnas? Todos se lembram quando, em setembro de 1983, um
Jumbo coreano foi espatifado por um míssil soviético, com 269 pessoas a bordo, por ter invadido
o espaço aéreo daquele país. Invadir um espaço aéreo é praticamente declarar guerra a um
país.
E as cargas externas liberadas em nossa atmosfera, que têm
propulsão própria por alguns minutos? Onde caíram? Quem as recolheu e como? Que motor e
combustível usam para fazer curvas de 90 graus a 3.600 km/h? Como explicar que, oficialmente
informado, algumas dessas bolas foram perseguidas por um F-5E durante uma hora e meia?
Oficialmente, através de muitas testemunhas, sabemos que o evento iniciou-se às 18:30 horas e
foi até as 02:30 horas do dia seguinte, ou seja, os objetos ficaram em nossa atmosfera durante
oito horas. Como fica a propulsão dessas cargas externas de alguns minutos? Como já foi
mencionado, a própria Aeronáutica descartou a hipótese de espionagem por parte de qualquer país
do planeta Terra. Além disso, os Estados Unidos têm satélites que conseguem fotografar uma
bolinha de pingue-pongue no solo, por isso eles poderiam fazer as referidas fotos durante o dia,
com melhor qualidade e sem qualquer risco.
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