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Por Reinaldo
Stabolito
Considerado um clássico da casuística brasileira, este caso
ocorreu em outubro de 1957 e envolveu o então jovem Antônio Villas Boas, na fazenda de sua
família, situada em São Francisco de Salles, no Estado de Minas Gerais. A fazenda abrange campos
extensos e muitas plantações. Para lavrar as terras, a família de Villas Boas usava um trator com
o qual trabalham em dois turnos, um diurno e outro noturno. De dia, trabalham os empregados da
fazenda e à noite, por sua vez, o próprio Antônio Villas Boas, sozinho ou acompanhado de seus
irmãos, lavrava as terras com o trator.
Tudo começou na noite de
05 de outubro de 1957. Naquela noite, a família de Antônio Villas Boas se recolheu para dormir
por volta das 23:00 horas. Fazia bastante calor naquela noite e, por isso, Villas Boas abriu a
janela, que dá para o terreiro. Neste momento ele avistou uma luz brilhante, que iluminava toda
a área. Era uma luz bem mais clara do que a do luar e Villas Boas não conseguiu distinguir sua
procedência – apenas que vinha do alto como se um forte holofote estivesse direcionado para o
chão. Diante disso, Villas Boas chamou seu irmão para mostrar o estranho fenômeno. Apesar do
fenômeno inusitado, ambos não deram muita importância e fecharam a janela para dormir. No
entanto, aquela luz não saía da cabeça de Villas Boas e, sentindo uma curiosidade imensa, tornou
a levantar-se e abriu a janela para ver o que se passava lá fora. A luz continuava inalterada,
no mesmo lugar. Villas Boas ficou com o olhar fixo naquela luz quando, de repente, a mesma se
deslocou para perto de sua janela. Assustado, Villas Boas fechou a janela com tanta força que
acordou seu irmão e, dentro do quarto escuro, ambos acompanhavam a luz que entrava pelas
venezianas da janela. Logo em seguida, a luz se deslocou para o alto do telhado da casa, onde
penetrou pelas frestas entre as telhas. Finalmente, depois de alguns minutos, a luz desapareceu
e não retornou mais.
Em 14 de outubro houve um segundo incidente que ocorreu por volta
de 21:30 ou 22 horas. Naquela ocasião, Villas Boas trabalhava com o trator em companhia de um
outro irmão. De repente, eles avistaram uma luz muito clara, penetrante, a ponto de fazer doer
as suas vistas. Segundo o depoimento de Villas Boas, a luz era grande e redonda, como uma roda
de carroça, e estava na ponta norte do campo. Ela era de cor vermelho claro e iluminou uma
grande área. Ao observarem melhor, distinguiram alguma coisa dentro daquela luz, mas não
conseguiram precisar o que era, pois suas vistas ficavam totalmente ofuscada. Curioso,
Villas Boas foi na direção da luz para ver o que era, mas assim que se aproximou, ela se
deslocou velozmente para a ponta sul do campo, onde ficou novamente parada. Villas Boas correu
atrás da luz, que então tornou a voltar para onde estava antes. Finalmente, Villas Boas desiste
de tentar chegar na luz e volta para junto de seu irmão. Por uns poucos minutos, a luz ficou
imóvel, à distância. Ela parecia emitir raios intermitentes e em todas as direções. Em seguida,
desapareceu tão repentinamente, que deu a impressão que ela simplesmente "se
apagou".
Na noite do dia seguinte,
de 15 para 16 de Outubro, Villas Boas trabalhou sozinho com o trator. Era uma noite fria e o céu
noturno estava claro e estrelado. Por volta da uma hora da madrugada, Villas Boas viu uma
estrela vermelha. No entanto, logo percebeu que não se tratava de uma simples estrela, pois
aumentava progressivamente de tamanho e parecia se aproximar velozmente dele. Dentro de alguns
poucos instantes, a estrela se revelou um objeto brilhante, com o formato de um ovo, que se
dirigia na direção de Villas Boas com uma velocidade incrível. Sua aproximação era tão veloz que
já estava sobre o trator antes de Villas Boas ter qualquer reação. De repente, o objeto parou a
uma altura estimada pelo protagonista como em torno de uns 50 metros, e bem acima de sua cabeça.
O trator e o campo ficaram iluminados como se fosse de dia. Essa situação durou uns dois minutos
e Villas Boas, hesitante e sem saber o que fazer, ficou paralisado.
Finalmente, a luz tornou a se deslocar e parou a uns 10 a 15
metros à frente de seu trator, para então pousar no solo lentamente. Nesse momento já era
possível distinguir nitidamente os contornos da máquina: era parecida com um ovo alongado,
apresentando três picos, um no meio e um de cada lado. Os picos eram metálicos, de ponta fina e
base larga. Villas Boas não pôde distinguir sua cor por causa da forte luz vermelha que o objeto
emitia. Em cima havia algo girando a alta velocidade que, por sua vez, emitia uma luz vermelha
fluorescente.
De repente, a parte debaixo do objeto se abriu e deles saíram três
suportes metálicos... e isso aterrorizou Villas Boas, que previa que algo iminente iria
acontecer com ele. Não disposto a esperar para ver do que se tratava, Villas Boas pôs o pé no
acelerador, desviou-o do objeto voador e tentou escapar. Porém, após avançar alguns metros, o
motor parou e os faróis se apagaram. Aterrorizado, ele tentou dar a partida, mas o motor não
pegou mais. Em vista disso, Villas Boas pulou do trator, que estava atrás do objeto, e correu
desesperadamente. Mas um minúsculo ser estranho, que mal chegava a altura dos seus ombros,
pegou em seu braço. Chocado, Villas Boas aplicou-lhe um golpe que o fez perder o equilíbrio,
largar o seu braço e cair para trás. Novamente, tentou correr quando, instantaneamente, três outros seres pegaram-me por trás e pelos lados, segurando
seus braços e pernas. Villas Boas perdeu o equilíbrio, caindo no chão, e acabou ficando
totalmente dominado pelas criaturas.
Os seres o levantaram do solo, sem que ele pudesse esboçar sequer
o menor gesto. Tomado pelo mais completo desespero, Villas Boas tentou se livrar das criaturas,
mas os seres o seguravam firme e não deixaram-no escapar. Neste momento, Villas Boas gritou por
socorro e xingou as criaturas exigindo que soltassem-no, mas nada adiantou. As criaturas o
levaram então para sua nave que estava pousada sobre suportes metálicos. Na parte traseira do
objeto voador havia uma porta, que se abria de cima para baixo, e assim servia de rampa. Na sua
ponta havia uma escada de metal, do mesmo metal prateado das paredes da máquina, e que descia
até o solo. Os seres estavam com a situação completamente dominada e só tiveram dificuldade em
fazer Villas Boas subir pela escada, que só dava para duas pessoas, uma ao lado da outra, e não
era firme, mas móvel, balançando fortemente a cada uma das tentativas de Villas Boas se livrar
dos seus raptores. De cada lado havia um corrimão, com a espessura de um cabo de vassoura, no
qual Villas Boas agarrou para não ser levado para cima – o que fez com que as criaturas tivessem
de parar, a fim de desprender a força as suas mãos do corrimão.
Por fim, os seres conseguiram arrancar as mãos de Villas Boas do
corrimão e leva-lo para o interior da nave. Logo em seguida, deixaram Villas Boas em um pequeno
recinto quadrado. A luz brilhante do teto metálico refletia-se nas paredes de metal polido. Ela
era emitida por numerosas lâmpadas quadradas, embutidas debaixo do teto, ao redor da sala. Logo
em seguida, a porta de entrada, junto com a escada recolhida, levantou-se e se fechou. O que
impressionou Villas Boas é que, uma vez a porta fechada, ela se integrava à parede de tal forma
que era impossível percebê-la. Um dos cinco seres presentes apontou com a mão para uma porta
aberta e fez Villas Boas compreender que deveria segui-lo para aquele recinto. Cansado,
estressado e vendo que não tinha qualquer outra alternativa, Villas Boas obedeceu a criatura.
Dentro desse recinto, os únicos móveis existentes eram uma mesa de desenho
estranho e várias cadeiras giratórias parecidas com as nossas cadeiras de balcão de bar. Todos
os objetos eram de metal. A mesa e as cadeiras tinham um só pé no centro.
Os seres continuavam segurando firmemente Villas Boas e pareciam
conversar entre si numa linguagem completamente estranha e incompreensível – pareciam estar
discutindo. Quando finalmente deu a entender que as criaturas tinham chegado a uma decisão, os
cinco pararam de falar entre si e começaram a tirar as roupas de Villas Boas. Claro que
Villas Boas não gostou nada da idéia de ficar nu. Imediatamente ele reagiu e começou a tentar se
defender de todas as formas, inclusive debatendo-se, gritando e xingando os seres. Não adiantou:
Villas Boas ficou completamente nu. Uma das criaturas se aproxima de Villas Boas segurando algo
que parecia ser uma espécie de esponja, com a qual passou um líquido em todo o seu corpo. Era
uma esponja bem macia e o líquido era bem claro e inodoro, porém mais viscoso do que a água.
Num primeiro momento, Villas Boas pensou que fosse um óleo, mas chegou a conclusão que não era
porque a sua pele não ficou oleosa, nem gordurosa. Quando passaram aquele líquido no corpo de
Villas Boas, ele sentiu um frio intenso, e tremeu muito. No entanto, logo o líquido secou e
Villas Boas já não sentia mais nada.
Então, três das criaturas levaram Villas Boas para uma porta que
fica do lado oposto daquela pela qual eles haviam entrado no interior da nave. Um deles tocou em
algo bem no centro da porta que, em seguida, se abriu para os dois lados, como uma porta de
encaixar de bar feita de uma só folha, do piso ao teto. Em cima, havia uma espécie de inscrição
com letreiros luminosos de cor vermelha. Os efeitos da luz deixaram aqueles letreiros salientes,
destacados da porta em um ou dois centímetros. Eram totalmente diferentes de quaisquer dos
símbolos ou caracteres conhecidos. Villas Boas tentou gravá-los em sua memória, mas não
conseguiu.
Em companhia de dois
seres, Antônio Villas Boas ingressou em uma pequena sala quadrada, iluminada como os demais
recintos, e a porta se fechou atrás deles. De repente, a parede tornou a se abrir e pela porta
entraram mais dois seres. As criaturas levavam nas mãos dois tubos de borracha vermelha,
bastante grossos, cada um medindo mais de um metro. Uma das pontas do tubo estava ligada a um
recipiente de vidro em forma de taça. Na outra ponta havia uma peça de embocadura, parecida com
uma ventosa, que colocaram sobre a pele de Villas Boas, debaixo de seu queixo. O ser comprimiu o
tubo de borracha fortemente com a mão, como se dele quisesse expelir todo o ar. Logo no início,
Villas Boas não sentiu dores nem comichão, mas notou apenas que sua pele estava sendo sugada. Em
seguida, Villas Boas sentiu uma ardência e teve vontade de coçar no local. Neste momento a taça
se encheu lentamente de sangue até a metade. Logo em seguida, retiraram o tubo de borracha e
substituíram-no por outro. Villas Boas sofre nova sangria, só que dessa vez no outro lado do
queixo. Nesta segunda sangria as criaturas encheram a taça de sangue. Depois essa operação, os
seres se retiraram do recinto e deixaram Villas Boas sozinho.
Por mais de meia hora, Antônio Villas Boas ficou a sós na sala. Na
sala não existiam móveis, exceto uma espécie de cama sem cabeceira nem moldura. Como estava se
sentido cansado, Villas Boas sentou-se naquela cama. No mesmo instante, começou a sentir um odor
forte, estranho e que lhe causou náuseas. Villas Boas teve a impressão de estar inalando uma
fumaça grossa, cortante, que o deixou quase asfixiado. Talvez fosse isso mesmo que estivesse
acontecendo, pois quando examinou a parede da sala com mais atenção, notou uma quantidade de
pequenos tubos metálicos embutidos na parede, à altura da sua cabeça. Semelhantes a um chuveiro,
os tubos apresentavam múltiplos furinhos, pelos quais saia uma fumaça cinzenta, que se dissolveu
no ar. Villas Boas estava preso na sala e as criaturas estavam aplicando um gás lá. Sentido-se
bastante mal e com ânsia de vômito, Villas Boas foi para um canto da sala e acabou vomitando. Em
seguida, pôde respirar sem dificuldades, porém continuava a se sentir mal com aquele
cheiro.
Até aquele momento, Antônio Villas Boas não fazia a menor idéia de
como era a aparência dos seres que haviam raptado-lhe. Os cinco usavam macacões bem colantes, de
um tecido grosso, cinzento, muito macio e colado com tiras pretas. Cobrindo a cabeça e o
pescoço, usavam um capacete de mesma cor, mas de material mais consistente, reforçado atrás, com
estreitas tiras de metal. Esse capacete cobria toda a cabeça deixando à mostra somente os olhos
que Villas Boas pôde distinguir através de algo parecido com um par de óculos redondos. Acima
dos olhos, o capacete tinha duas vezes a altura de uma testa normal.
A partir do meio da
cabeça, descendo pelas costas e entrando no macacão, à altura das costelas, Villas Boas notou
três tubos redondos de prata, dos quais não soube dizer se eram de borracha ou metal. O tubo
central descia pela coluna vertebral. Na esquerda e na direita desciam os dois outros tubos, que
iam até uns 10 centímetros abaixo das axilas. As mangas do macacão eram estreitas e compridas.
Os punhos continuavam em luvas grossas, de cinco dedos e com a mesma cor. Nenhum dos macacões
tinham bolsos ou botões. As calças eram compridas e colantes e continuavam numa espécie de bota.
Todavia, a sola dos sapatos deles era de quatro a sete centímetros de espessura. Era bem
diferente dos nossos sapatos. Nas pontas, os sapatos eram levemente encurvados para
cima.
Depois de um longo tempo que Villas Boas não soube precisar,
começou um ruído na direção da porta. Villas Boas virou-se naquela direção e deparou-se com uma
moça aproximando-se lentamente. Estava totalmente nua e descalça. Seus cabelos eram macios e
louros, quase cor de platina – como que esbranquiçados – e lhe caíam na nuca, com as pontas
viradas para dentro. Usava o cabelo repartido ao meio e tinha grandes olhos azuis amendoados.
Seu nariz era reto. Os ossos da face, muitos altos, conferiam às suas feições uma aparência
heterogênea, deixando o rosto bem largo e com o queixo pontudo, que ficava quase triangular.
Tinha os lábios finos, pouco marcados, e suas orelhas eram exatamente como a de nossas mulheres
comuns. Segundo Villas Boas, ela tinha um corpo lindo e com os seios bem formados. Sua cintura
era fina. Os seus quadris eram largos, as coxas compridas, os pés pequenos, as mãos finas e as
unhas normais. Ela era de estatura bem baixa – mal chegava nos ombros de Villas
Boas.
Essa criatura se aproximou de Villas Boas, em silêncio, e
fitou-lhe com seus olhos grandes – não deixando dúvidas para com suas intenções. De repente, ela
abraçou Villas Boas e começou a esfregar seu rosto e corpo contra o dele. A porta tornou a se
fechar e Villas Boas ficou a sós com aquela criatura. Considerando a situação em que se
encontrava, isso parece um tanto improvável... mas Villas Boas acredita que a excitação pode ter
sido resultado do líquido que passaram por todo o seu corpo. De qualquer forma, Villas Boas não
conseguiu mais refrear seu apetite sexual e acabaram tendo várias relações sexuais. Depois, a
criatura ficou cansada e começou a respirar ofegantemente. Segundo Villas Boas, ele ainda estava
excitadíssimo – o que demonstra que não era um estado de excitação sexual comum e natural.
Antônio até tentou transar mais, mas ela recusou continuar com o sexo. No momento da recusa,
Villas Boas percebeu que queriam ele apenas como um reprodutor para algum tipo de experiência.
Apesar disso, segundo seu próprio depoimento, ele tomou o cuidado para não deixar que
percebessem a sua irritação. Afinal, ele se encontrava nu, num lugar estranho, com seres
estranhos, completamente sem chance de fuga e, sendo assim, não seria muito prudente e
inteligente demonstrar qualquer tipo de hostilidade.
Pouco depois de seus
corpos terem se separado, a porta se abriu e um dos seres chamou a moça com gestos. Antes de
sair da sala, ela virou-se para Antônio Villas Boas e apontou primeiro para sua barriga, depois,
com uma espécie de sorriso, para o próprio Villas Boas e, por último, para o alto – como se
quisesse dizer que Villas Boas iria ser pai de uma criança que iria viver no
espaço.
Logo em seguida, um dos seres voltou com as roupas de Villas Boas
e ele, por sua vez, se vestiu imediatamente. Segundo Villas Boas, as criaturas lhe devolveram
tudo, menos um isqueiro que tinha em um dos bolsos (apesar de cogitar a possibilidade de que ele
possa ter caído no chão no momento da luta na hora que estavam capturando-no). Quando Villas
Boas terminou de se vestir, os seres o levaram de volta para o mesmo recinto que estava antes de
ter entrado naquela sala.
Chegando lá, três dos tripulantes estavam sentados nas cadeiras
giratórias, grunhindo um para o outro. Aquele que veio buscar Villas Boas juntou-se a eles e
deixaram-no sozinho. Enquanto eles "falavam entre si", Villas Boas tentou gravar na
memória todos os detalhes ao seu redor e observava minuciosamente tudo. Assim, reparou que
dentro de uma caixa com tampa de vidro que estava sobre uma mesa havia um disco parecido com um
mostrador de relógio: havia um ponteiro e, no lugar dos números 3, 6 e 9, uma marcação negra.
No lugar em que normalmente está o número 12, havia quatro pequenos símbolos negros, um do lado
do outro.
Naquele momento, já bem mais calmo, Antônio Villas Boas teve a
idéia de pegar aquela coisa e levá-la consigo – a título de ter uma prova concreta de sua
inacreditável aventura de abdução. Imaginando que se os seres percebessem seu interesse por
aquele objeto e talvez acabassem presenteando-lhe com o mesmo, tratou de se aproximar dele, aos
poucos e, quando os seres não olhavam, puxou-o da mesa com as duas mãos. Villas Boas estimou que
aquele objeto pesava, pelo menos, uns dois quilos. Porém, as criaturas não deram tempo para que
Villas Boas olhasse o objeto de mais perto pois, com a rapidez, um dos seres acabou empurrando
Villas Boas para o lado, tirou a caixa de suas mãos e, aparentemente furioso, tornou a colocá-la
no lugar. Intimidado com a ação do alienígena, Villas Boas recuou até a parede mais próxima e
ficou parado lá, imóvel.
Enfim, depois de vários minutos, uma das criaturas se levantou e
fez um sinal para que Villas Boas o seguisse. Assim, atravessaram a pequena ante-sala, até a
porta de entrada, já aberta e com a escada descida. No entanto, ainda não desceram, mas o ser
fez Villas Boas compreender que devia acompanha-lo até a rampa que havia em ambos os lados da
porta. Ela era estreita, mas permitiu dar uma volta completa ao redor da nave. Primeiro foram
para frente e lá Villas Boas viu uma protuberância metálica sobressaindo da nave. Na parte
oposta havia essa mesma protuberância.
O ser também apontou para os picos de metal na parte frontal. Os
três estavam firmemente ligados à nave. O protuberância do meio estava ligada diretamente com a
parte dianteira. As três esporas tinham a mesma forma, base larga, diminuindo para uma ponta
fina e sobressaindo horizontalmente. Elas brilhavam como metal incandescente, mas não irradiavam
nenhum calor. Um pouco acima da esporas metálicas havia luzes vermelhas, sendo duas laterais,
que eram pequenas e redondas, e uma na da parte dianteira de grande tamanho. Eram os possantes
faróis. Acima da rampa, ao redor da nave, estavam dispostas inúmeras lâmpadas quadradas,
embutidas no casco. Seu brilho vermelho refletia na rampa, a
qual, por sua vez, terminava em uma grande placa de vidro grosso, que entrava fundo no
revestimento de metal. Como não existiam janelas em parte alguma, Villas Boas julgou que aquela
vidraça serviria para olhar para fora, mesmo que não fornecesse uma boa visão pois, visto de
fora, o vidro parecia bastante turvo.
Após a vistoria da parte frontal da máquina, o ser levou
Villas Boas para a parte traseira (que apresentava uma curvatura bem mais pronunciada do que a
da dianteira) mas, antes disso, pararam mais uma vez, quando a criatura apontou para cima, onde
estava girando a imensa cúpula em forma de prato. Ao girar lentamente, mergulhava numa luz
esverdeada, cuja fonte não era possível detectar. Simultaneamente, emitia um som parecido com
assobio. Quando, mais tarde, a máquina decolou, as rotações da cúpula aceleraram
progressivamente, até desaparecer por completo, e, em seu lugar, permanecer apenas um brilho de
luz vermelho-clara. Ao mesmo tempo, o ruído cresceu para um estrondoso uivo. Depois de ter
mostrado toda a parte externa da nave para Villas Boas, o ser o levou para a escada metálica e
deu a entender que ele estava livre para ir embora. Ele apontou primeiro para si próprio, depois
para Villas Boas e, finalmente, para o quadrante sul no céu. Em seguida, fez sinal de que ia
recuar e desapareceu no interior da nave.
A escada metálica foi se recolhendo e a porta da nave se fechou.
As luzes da esporas metálica do farol principal e da cúpula ficaram progressivamente mais
intensas com o aumento das rotações. Lentamente, a máquina subiu, em uma linha vertical,
recolhendo, ao mesmo tempo, seu trem de pouso. O objeto subiu devagar, até uns 30 a 50 metros de
altura. Lá parou por alguns segundos, enquanto sua luminosidade se tornava mais intensa. O ruído
de uivo tornou-se mais forte, a cúpula começou a girar com uma velocidade enorme, ao passo que
sua luz foi se transformando progressivamente, até ficar vermelho-clara. Naquele instante, a
nave inclinou-se ligeiramente para o lado, ouviu-se uma batida rítmica e, repentinamente,
desviou-se para o sul, desaparecendo de vista uns poucos segundos depois.
Finalmente, Villas Boas voltou para o seu trator. Era 01:15 horas
quando foi levado para o interior da nave e retornou somente às 05:30 horas da madrugada – por
mais de quatro horas ficou sob tutela daqueles inusitados seres. Com o passar do tempo,
Villas Boas formou-se em Direito, casou-se e teve quatro filhos. Esse caso foi minuciosamente
investigado pelo Dr. Olavo Fontes. Um dos elementos mais impressionantes na experiência de
Villa Boas são as marcas escuras que começaram a surgir em seu corpo, cujas investigações
indicaram como possível causa de um processo de intoxicação radioativa.
* Desenhos de Jacques Lob e
Robert Gigi do livro "LES APPARITIONS OVNIS" (Dargaud Editeur). * Foto de Villas Boas
getilmente cedido pelo CISNE (Irene Granchi).
Reinaldo Stabolito é Ufólogo e
Coordenador Geral do INFA

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