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Por Equipe
UFONEWSBR
Dentro dos eventos artificiais, produzidos pelo homem, e que podem
conduzir ao erro de interpretação com os UFOs, há os balões-sonda. Embora as diversas
experiências científicas culminam com a construção de vários tipos de balões-sonda, sejam em
formas e tamanhos, dois tipos especificamente são alvos de muitos erros de interpretação pelas
testemunhas: os balões meteorológicos e os balões de prospecção espacial.
Conforme consulta com Ricardo Varela (vice-presidente do INFA e
funcionário do INPE), os balões meteorológicos têm o tamanho de dois metros de diâmetro, podendo
chegar até a sete metros – dependendo do peso da carga. Sua altitude, em média, costuma ser em
torno de dez quilômetros, chegando no máximo em quinze quilômetros. São feitos de latex, na cor
amarela, e tem o formato esférico. Seu tempo de vôo chega a ser de duas horas após o lançamento,
embora raramente ultrapassam um hora.
Os balões de prospecção espacial são enormes (balões
estratosféricos): chegam a ter 250 metros de diâmetro. Eles podem atingir uma altitude de 45
quilômetros no máximo e têm a capacidade de levar até 2500 quilos de carga. Eles atravessam
distâncias continentais e podem ficar dias voando. Na maior parte das vezes, devido à pressão
atmosférica, eles assumem a forma esférica.
Um exemplo de erro de interpretação ocorreu no ano de 1968, em
Madri (França). Na ocasião, houve uma observação em massa de um triângulo voador. No entanto,
ficou provado que não era nada mais do que um balão de prospecção espacial do CNES, Centro
Nacional de Estudos Espaciais Francês. Nas décadas de 60 e 70 a França utilizava balões
tetraedricos de grande volume.
BALÕES DE PROSPECÇÃO
ESPACIAL


IMAGENS DA ESTRATOSFERA A
PARTIR DE UM BALÃO DE PROSPECÇÃO ESPACIAL

Veja também em www.das.inpe.br e http://www.cea.inpe.br/webslb/.
Mas a grande questão é como o pesquisador ufológico pode
discriminar um balão de um UFO, sabendo que alguns deles podem chegar a ter tamanhos gigantescos
e alcançam altitudes elevadíssimas.
Há algumas características óbvias apontáveis: os balões refletem a
luz solar e os UFOs, na maioria esmagadora das vezes, emitem luz própria; os balões se locomovem
conforme os ventos enquanto os UFOs costumam fazer movimentos erráticos. Também é comum os
balões ficarem longos períodos parados, estáticos, enquanto os UFOs costumam desaparecer em
segundos com uma aceleração brusca e gigantesca. Mas a melhor forma de se ter certeza sobre um
avistamento ser um UFO ou um balão-sonda é buscar informação junto aos Centros e Institutos de
Pesquisa que se utilizam de balões-sonda para experiências científicas, como o
INPE:

Endereço eletrônico: www.inpe.br.
Eng. Claudeir Covo é ufólogo e
presidente do INFA Reinaldo Stabolito é ufólogo e coordenador geral do INFA Paola
Lucherini é ufóloga e secretária do INFA

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