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Por Reinaldo
Stabolito
O canal que liga os lagos Superiores com os Grandes Lagos e escoa
até Soo Locks é uma divisão de dois paises: de um lado está os Estados Unidos e do outro lado o
Canadá. Esta área é considerada sensível para a segurança nacional de ambos os paises. Sendo
assim, é uma área restrita para tráfego aéreo e, sob tal condição, é constantemente monitorada
pelo Comando Aéreo da Defesa de ambos os países. O que não impediu que esta localidade fosse
palco para um incidente ufológico.
Na noite de 23 de novembro de 1953, o
radar de Terra do Comando da Base Aérea americana de Truax detectou um sinal não identificado
sobre Soo Locks. Imediatamente foi acionado um "alerta" que colocaria toda a base preparada para
possíveis manobras de defesa dos Estados Unidos. O Alto Comando das Forças Armadas
norte-americanas foi imediatamente informado sobre a presença de um sinal intruso nas telas dos
radares.
Num primeiro momento, buscou-se identificar a nave desconhecida
com o lançamento de um caça F-86 (foto abaixo), que decolou do campo Kinross. O caça era
pilotado pelo Primeiro Tenente Felix Moncla Jr. e pelo Segundo Tenente R. Wilson e tinha o
objetivo de realizar o reconhecimento visual do intruso, assim com a sua possível interceptação.
O que se seguiu fez com que o pesadelo vivenciado à alguns anos atrás e que culminou com a morte
do piloto e herói da Segunda Grande Guerra Thomas Mantell fosse relembrado por todo o
contingente da Força Aérea norte-americana (ver neste site THOMAS MANTELL).
Enquanto o avião de Moncla ia velozmente na direção do UFO, o
radar de terra acompanhava atentamente a interceptação. Apesar da rápida aproximação na aeronave
desconhecida pelo caça pilotado pelo tenente Felix Moncla, o co-piloto tenente Wilson não
conseguia detectar o objeto no radar de bordo. Informando ao comando da base sobre a
impossibilidade de determinar o intruso no radar do avião, o co-piloto tenente Wilson pediu que
a base informasse a localização precisa do UFO para auxilia-los na operação de interceptação. O
que foram prontamente atendidos e assim, continuaram obstinadamente a perseguição ao intruso
aéreo.
O UFO estava completamente parado. No
entanto, com a aproximação do caça, acelerou na direção dos Lagos Superiores. Moncla não hesitou
e começou a persegui-lo atingindo uma velocidade superior a 500mph. Por cerca de nove minutos a
perseguição continuou com o piloto tenente Moncla se aproximando cada vez mais do UFO. E isso
fez com que finalmente o co-piloto Wilson conseguisse fixar o objeto no seu radar. E a caçada
continuou até o jato ficar tão próximo do objeto que o tenente Moncla passou a desenvolver
manobras de interceptação sobre o mesmo. Ninguém tem certeza do que aconteceu realmente
depois...
Os dois "blips" nas telas dos radares pareciam ter se
juntado e, a princípio, ninguém se alarmou. Eles não tinham um radar que medisse a altitude e
pensaram que o avião estivesse embaixo ou acima do UFO. Porém, para desespero de todos
envolvidos naquela operação em terra, os dois "blips" da tela do radar não se separaram
com o passar do tempo. Eles ficaram juntos, por um momento, depois um sinal se apagou nas telas.
O único sinal que restou nos radares acelerou e logo deixou de ser captado. Foram diversas
tentativas desesperadas de contato com o avião de Moncla pelo rádio, no entanto foi tudo em vão.
Parecia que eles não tinham sobrevivido à colisão, se foi isso de fato o que
aconteceu.
A unidade de Busca e Resgate foi acionada.
Eles procuraram no último ponto em que o avião foi detectado: a cerca de setenta milhas de
Keweenaw Point, em Michigan (EUA). Todos acreditavam que iriam achar Moncla e Wilson, pois eles
tinham equipamentos suficientes para sobrevivência se caso tivessem caído sobre o lago. Depois
de uma noite inteira de buscas ostensivas por terra e água, estranhamente nenhum traço ou
destroços do avião caça foi encontrado; assim como os seus dois tripulantes. As buscas
continuaram nos dias posteriores, mas as esperanças de encontrá-los vivos já haviam diminuído
bastante.
A Força Aérea norte-americana tentou explicar o fato alegando que
o tenente Moncla e o tenente Wilson haviam perseguido um DC-3 canadense e, ao perceberem, teriam
dado meia-volta e, quando estavam retornando para a base, tiveram algum problema que fez com que
o caça caísse. Versão inaceitável, pois os tenentes não se comunicaram com a base informando
sobre qualquer problema. E o que é mais estranho: se o caça caiu, porque não foi encontrado
qualquer vestígio? Para piorar a situação, o governo do Canadá negou com bastante veemência que
tivesse qualquer avião naquela área justamente naquela data. O fato é que o avião de Felix
Moncla havia desaparecido em pleno vôo e sem deixar quaisquer vestígios.
Numa nova tentativa de explicar o desaparecimento do caça e dos
tenentes Moncla e Wilson, o porta-voz da Força Aérea norte-americana apresentou vários
relatórios médicos que diziam que o Primeiro Tenente Felix Moncla era suscetível a tonturas.
Assim, Moncla deve ter se sentido mal durante o vôo e acabou causando o acidente. Se o Primeiro
Tenente Felix Moncla tivesse passado mal, seguramente ele teria passado o controle do caça a
jato para o Segundo Tenente R. Wilson. Ou seja: segunda versão é tão inaceitável quanto a
primeira.
JORNAL COM NOTÍCIA DO
DESAPARECIMENTO:
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A Força Aérea norte-americana finalmente alegou que o avião
pudesse ter explodido devido à altura em que se encontrava, ignorando o detalhe de que
absolutamente nenhum destroço foi encontrado na água ou na Terra. A grande verdade é que
ninguém, dentro ou fora da Força Aérea norte-americana, sabe ou veio a saber posteriormente o
que realmente aconteceu. O caça com os dois tripulantes simplesmente desapareceu e até hoje não
há solução para o misterioso incidente. No entanto, os oficiais que estavam presentes na sala de
controle em terra, durante o incidente, deixaram bem claro suas opiniões: o que quer que seja
que o tenente Moncla perseguiu naquela fatídica noite, causou o seu desaparecimento como também
do tenente Wilson. O Comando das Forças Armadas norte-americanas declararam em nota oficial na
imprensa que as opiniões daqueles oficiais não equivalem à posição oficial da Força Aérea, assim
como tais declarações não condizem com as condutas dos cargos que eles ocupavam. Depois desse
comunicado, nenhum dos oficiais aceitou dar mais declarações públicas.
Reinaldo Stabolito é ufólogo e
Coordenador Geral do INFA

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