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Por Equipe
UFONEWSBR
Até 1960, a fotografia era considerada a melhor prova da
existência dos discos voadores. Mas, se a técnica fotográfica evoluiu, também as técnicas de
fraudar evoluíram, e muitas destas técnicas fraudulentas foram descobertas, além de erros de
interpretação de um fenômeno qualquer conhecido. Infelizmente, em tudo onde existe o ser humano,
existe também a fraude. A Ufologia não é exceção, o que, consequentemente, leva as fotografias
ao descrédito popular. Temos uma estimativa de aproximadamente 50.000 fotos de discos voadores
que circulam no meio ufológico, mas as pesquisas revelaram que aproximadamente 90% (alguns
pesquisadores encontraram até 95%) nada tem a ver com o Fenômeno UFO. Por ser uma porcentagem
muito alta, as fraudes e os erros de interpretação fazem parte de um capítulo único na Ufologia,
onde sofisticadas análises e equipamentos especiais são imprescindíveis para se ter um alto grau
de confiabilidade no resultado, seja ele positivo ou negativo.
Existem dois tipos de fraudes fotográficas: a inconsciente e a
consciente. A inconsciente, ou sem má-fé, é aquela em que a pessoa crê ter fotografado um disco
voador, visível ou invisível na hora da foto. Visível quando envolve algum evento físico ou
luminoso na atmosfera e observado pelo fotógrafo, e invisível quando não é observado pelo
fotógrafo e só aparece após a revelação da foto. A consciente, ou com má-fé, é aquela preparada
pelo fotógrafo, através dos vários processos técnicos que a fotografia permite. Essa é mais
perigosa, porque normalmente o autor da fraude insiste em manter sua história, com isso
dividindo a opinião pública que acompanha a Ufologia, tomando-a mais polêmica do que normalmente
é. As razões que levam uma pessoa a fraudar fotos de discos voadores e publicá-las como
autênticas são as mais diversas:
01 – Simples deboche da Pesquisa Ufológica (ou dos Ufólogos).
02 – Simples brincadeira entre os amigos.
03 – Teste para verificar a eficiência dos Ufólogos.
04 – Prestígio entre os amigos e Ufólogos.
05 – Interesses monetários, quando se vende os negativos para veículos de comunicação, etc...
ALGUNS TRUQUES
FOTOGRÁFICOS
Dentre os truques fotográficos mais comuns, usados com má-fé para
falsificar fotografias ufológicas, encontram-se as técnicas de fotomontagem e dupla exposição,
retoques em positivos (fotos) e negativos, manchação química no negativo, suspensão de pequeno
modelo à frente da câmara (normalmente pendurado por fios finos), objetos arremessados para o ar
e fotografados a seguir, pinturas em vidros com posterior fotografia sobre um quadro real,
exposição demasiada do filme sobre objetos comuns em movimento, efeitos com luminárias, efeitos
com raios laser, reflexos em lentes (da câmara), reflexos em vidros e janelas, eventos e
máquinas aéreas comuns, manufaturadas (balões, objetos tripulados, aves, armas secretas em
teste), eventos ou fenômenos de ordem astronômica (satélites, meteoritos, astros, planetas),
fenômenos atmosféricos e climáticos (nuvens lenticulares, camadas de inversão térmica, aurora
boreal ou austral, nuvens noctilucentes, relâmpagos incomuns, fenômeno Parélio, fogo de
Santelmo, Parasselênio, fogo fátuo, energia telúrica, etc...), efeitos parapsicológicos, fogos
pirotécnicos e diversos outros fenômenos. Para que se conheça realmente algo mais aprofundado
sobre fotografia ufológica, reconhecendo e separando o verídico do duvidável, do falso ou do
suspeito, é necessário uma abordagem resumida sobre cada um dos efeitos ou fenômenos que podem
levar, voluntária ou involuntariamente, alguém a obter uma foto ufológica inverídica. Após tal
análise, passaremos a expor quais os cuidados necessários que se deve tomar no trato de
fotografias ufológicas e quais as técnicas usadas e recomendadas ao ufólogo, ou ao leigo, para
certificar-se da validade ou não de um determinado retrato.
FOTOMONTAGEM E DUPLA EXPOSIÇÃO
– Este fenômeno ocorre quando o
fotógrafo obtém uma foto de uma paisagem qualquer, normalmente tendo árvores focalizadas da
metade para baixo e o céu limpo da metade para cima. Nesse quadro ele bate a foto de um modelo
com forma discóide, tendo somente o céu limpo como fundo. O fotógrafo utiliza 2 fotos por
problemas de foco: uma quando o ambiente está longe e outra quando o objeto está perto. Depois
de revelar os dois negativos, devidamente posicionados, as duas imagens são sobrepostas no mesmo
papel fotossensível, tendo como resultado o ambiente e o modelo focalizados na mesma foto. Essa
técnica também é usada utilizando-se as 2 fotos iniciais em slides, projetando os dois em uma
única tela ao mesmo tempo, utilizando-se de 2 projetores. Após posicionar as 2 imagens
corretamente. Outro processo é o de dupla exposição no mesmo negativo quando a pessoa fotografa
o ambiente e depois o objeto em cima de um único negativo. Após a revelação tem-se a foto do
conjunto. O técnico de laboratório fotográfico, tendo bons equipamentos em mãos, usando a
imaginação e a habilidade na construção de modelos, pode conseguir resultados surpreendentes. Um
simples buraco oval em um cartão, colocado no ampliador fotográfico e projetado fora de foco no
papel fotossensível, pode conseguir o resultado de uma foto que facilmente pode passar como um
disco voador luminoso, fotografado à noite contra o céu escuro. A análise da granulação, das
sombras e dos negativos permite, no entanto, detectar esse tipo de fraude.
RETOQUES NAS FOTOS E NOS
NEGATIVOS – A pessoa faz uma foto
qualquer, previamente preparada. Logo após ter a foto revelada, ela faz um desenho sobre a foto
ou a retoca (uma nuvem por exemplo) e em seguida bate uma foto da foto retocada. Na Ufologia
temos um caso em que uma pessoa colocou um botão sobre a foto e pintou a sombra no solo, depois
bateu outra foto do conjunto. A foto original foi feita de dentro de um avião e, com a
sobreposição do botão, parece uma nave voando e projetando a sombra no solo. A análise do
negativo também é importante, porque com o auxílio de um pequeno estilete ou um simples
alfinete, uma pessoa pode rasurar a película gelatinosa do filme, ou até furar, causando efeitos
curiosos. O próprio processo de revelação automática, às vezes, rasura acidentalmente os
negativos na hora da revelação. Em laboratórios com processos manuais, a marca da pinça que o
técnico usa para mudar o filme de um produto químico para outro, as vezes, chega a riscar a
película com uma forma discoidal bem sugestiva. A análise do negativo, da foto e da granulação
pode detectar a rasura.
MANCHA QUÍMICA NO NEGATIVO
– Nos laboratórios onde normalmente
são reveladas as fotos, é muito comum algum tipo de produto químico respingar, acidental ou
propositalmente, sobre o negativo e causar uma mancha redonda ou oval. Numa foto aparece um
lindo disco voador. Como é conhecido no meio ufológico que o disco voador tem a capacidade de,
as vezes, ser invisível ao olho humano (embora detectado pela emulsão fotossensível do filme), a
pessoa que não viu nada de anormal na hora da foto, e após a revelação vê impressa na sua
fotografia uma imagem sugestiva, passa a acreditar que inesperadamente fotografou um disco
voador. A análise do negativo detecta qualquer tipo de mancha de produtos
químicos.
OBJETO SUSPENSO POR UM
FIO – Normalmente, nesse caso, a
pessoa fabrica um pequeno modelo com material leve, ou utiliza um objeto conhecido como tampa de
panela, bacia, calota de automóvel, bandeja, prato de papelão, etc..., que é fixo por um fio de
linha fina, ou de cor azul celeste, e pendurado em um suporte qualquer. A análise do foco e das
regulagens da máquina fotográfica é importante para a determinação deste caso.
OBJETO JOGADO PARA O
AR – Os mesmos objetos descritos no
item anterior podem ser jogados para o ar e fotografados. Normalmente a pessoa faz uma série de
fotos deste tipo e só seleciona as melhores para divulgação. A análise das regiões tremidas na
foto é importante, porque teremos o ambiente sempre fixo e o objeto sempre em movimento. O
fotógrafo pode deixar a máquina fixa ou acompanhar o movimento do objeto. Consequentemente, o
ambiente ou o objeto terá as bordas levemente distorcidas, ainda mais levando-se em conta que o
objeto é pequeno e está relativamente próximo da máquina fotográfica. A ampliação de uma dada
foto de disco voador permitiu identificar que esta não era de um disco realmente, mas um disco
fonográfico, onde se via o selo do produtor e o furo central...
PINTURAS EM VIDRO – É comum a pessoa desenhar um disco voador em uma
placa de vidro plana e incolor. Ela escolhe um ambiente qualquer de fundo e coloca o vidro entre
a máquina fotográfica e o ambiente. Assim se faz a foto. As análises da foto, do negativo e do
local são imprescindíveis neste caso. Analisem bem o foco, pois provavelmente o ambiente estará
em foco e o "disco voador" não, ou vice-versa.
TEMPO DE EXPOSIÇÃO LONGO EM
OBJETOS COM MOVIMENTO – Neste caso, a pessoa fixa a máquina fotográfica em um tripé e dá um tempo de
exposição longo (1 a 20 s), sobre um objeto em movimento, tendo o ambiente de fundo fixo. O
objeto pode ser um avião, um balão, uma ave, um meteoro, etc... Nas fotos diurnas há necessidade
de filtros atenuadores de luz devido ao tempo de exposição, que pode velar totalmente o filme. A
análise das características da foto e da máquina permitem qualificar corretamente os efeitos
utilizados.
EFEITOS COM
LUMINÁRIAS – Utilizando os recursos
da máquina fotográfica, variando as regulagens, principalmente tendo a fonte de luz totalmente
fora de foco, pode-se obter efeitos surpreendentes, conforme o ângulo utilizado. A análise das
características deste tipo de foto e da máquina fotográfica usada, determina os efeitos
utilizados. O formato do diafragma interno da máquina também é verificado.
EFEITOS COM RAIOS
LASER – Pequenos modelos em
acrílico, quando iluminados por raios laser, causara efeitos interessantes. Também a luz do
laser, retratada sobre um painel por prismas óticos, causa efeitos luminosos que podem
facilmente ser registrados em fotos. O processo atual de holografia permite até se projetar
imagens tridimensionais em um dado ambiente.
REFLEXO NAS LENTES DA
OBJETIVA – As lentes da objetiva da
máquina fotográfica normal podem ter até 7 tipos diferentes de aberrações óticas, sendo a mais
comum a aberração esférica que forma um halo colorido ao redor da imagem, e a aberração "coma"
ou "cauda de cometa", que forma uma imagem luminosa simétrica em relação a um foco de luz
intenso. Normalmente, ocorrem reflexões luminosas nas várias lentes da objetiva da máquina que
acabam atingindo o filme com uma característica própria. Esse tipo de reflexo não é visível na
hora da foto e só aparece após a revelação. Esse efeito acontece normalmente com tempos longos
de exposição, máquina com tripé, diafragma totalmente aberto, foco infinito, ambiente com um ou
vários focos de luz intensa (Sol ou holofotes) da metade da foto para baixo, ou tendo da metade
para cima da foto o céu quase sempre escuro. De acordo com o ângulo visual do foco de luz
intensa, a aberração do tipo coma terá as mais diversas formas: redonda, cilíndrica, oval,
etc... A análise da foto envolvendo a simetria, as aberrações e as cores das fontes de luz
permitem, facilmente, identificar tratar-se ou não de um simples reflexo.
REFLEXOS EM VIDROS DE
JANELAS – O simples reflexo de uma
luminária acesa em um vidro liso e incolor de uma janela, tendo um ambiente qualquer como fundo,
pode mostrar em uma foto a forma típica discoidal. A análise do local neste caso é
importante.
FILMAGENS
Nas filmadoras também pode acontecer acidentes e fraudes. O engano
mais comum são pequenos insetos ou pequenas partículas que passam em alta velocidade perto da
objetiva da máquina, quando o foco está para o infinito. Esses acidentes ficaram conhecidos como
"rods", ou simplesmente bastões ou bastonetes. É fácil verificar pois o ambiente estará em foco
e o "rod" estará fora de foco. Podemos reproduzir isso facilmente através da obliteração solar,
o que consiste em fixar a filmadora em um tripé e virar na direção do Sol, tomando o cuidado de
esconder o Sol com o auxílio do bico do telhado de uma casa, uma árvore, etc...
ANÁLISES FOTOGRÁFICAS E
VIDEOGRÁFICAS
Dentro da questão ufológica, deve-se utilizar todos os
instrumentos disponíveis para se obter melhor quantidade de informações sobre a origem e
natureza das naves que insistentemente são flagradas cruzando os céus do planeta. Entretanto, os
vestígios de suas passagens considerados como "matéria prima" da Ufologia são raros. Entre esses
vestígios, as fotografias e as filmagens são uma das melhores fontes de informação sobre tais
civilizações que nos observam tão ininterruptamente, desde que bem interpretadas.
Após vários anos de pesquisa da problemática que envolve o
fenômeno Ufológico, já não temos qualquer dúvida de sua existência real. Porém, após todos estes
anos, também pudemos concluir que muita coisa que se publica na imprensa nacional e
internacional, a respeito do assunto, corresponde a fatos sensacionalistas, imediatistas e, até
mesmo (as vezes até muito freqüentemente), falsos. Destes fatos, normalmente apresentados como
verídicos e, até mesmo, defendidos por seus protagonistas, as fotografias ufológicas têm sido
uma fonte especial de surpresa em nossas pesquisas. A fotografia é uma invenção relativamente
recente, tendo sido criada no inicio do século 19, recebendo constantes melhorias e
aperfeiçoamento desde então. As fotografias ufológicas, no entanto, começaram a surgir bem mais
recentemente, tão logo o invento passou a tomar-se popular e, quanto mais usado mundialmente, ao
longo da história fotográfica, tanto maior é o número de fotos ufológicas que passam a compor os
arquivos especializados em todo o globo.
Logo no início do século, em 1907, foi realizada em Basle, Suécia,
a primeira foto ufológica de que se tem notícia, retratando uma bola luminosa, de diâmetro
estimado em cerca de 3 metros, cuja origem ainda não foi totalmente esclarecida. Alguns
pesquisadores relacionam essa foto com o evento conhecido no folclore brasileiro com "M' Boi
Tatá" ou "Mãe D'ouro", provavelmente uma pequena nave que normalmente tem em seu interior dois
ou três ufonautas (tripulantes dos UFOS) de aproximadamente um metro de altura. Outros
pesquisadores acreditam que a foto está ligada a um fenômeno de origem parapsicológica,
envolvendo uma formação plasmática. Há, ainda, outros que acreditam tratar-se de um simples
defeito na emulsão fotográfica. Como não tivemos acesso ao negativo original da foto, nada
podemos dizer sobre o que, realmente, mostra a foto em questão. Há quem diga que a primeira foto
de um UFO foi realizada no fim do século passado.
Após a Segunda Grande Guerra Mundial, as indústrias de máquinas
fotográficas desenvolveram modelos mais práticos e acessíveis ao público, possibilitando o
surgimento de grande quantidade de fotografias de discos voadores. Fotografar um disco voador é
apenas uma questão de estar com a máquina fotográfica no local e hora certa, juntamente com uma
boa dose de sorte, no entanto. Idem para as filmagens, que atualmente, nos últimos anos, as
pessoas tiveram mais acesso, e consequentemente, hoje ocorrem mais filmagens do que
fotos.
CUIDADOS NAS ANÁLISES
FOTOGRÁFICAS
Todo pesquisador da temática ufológica, esteja ele
especificadamente trabalhando com fotografias de UFOS ou não, deve considerar uma série de
cuidados básicos ao trabalhar com tais fotografias. Esse capítulo da pesquisa ufológica
representa, devido a variedade de condições e características do material usado, um dos quais o
ufólogo deve tratar com o maior cuidado, em virtude do surgimento de eventuais falhas técnicas
em análises, mesmo que cautelosamente executadas. Como todo esforço e atenção em cada detalhe
são imprescindíveis para que se obtenha bons resultados analíticos, qualificativos e
quantitativos, sugerimos aos estudiosos do fenômeno UFO que tomem os seguintes
cuidados:
01 – Examinar a foto e o respectivo negativo.
02 – Examinar as fotos, e também os negativos, realizadas
antes e depois da foto em questão.
03 – Examinar a máquina fotográfica, a lente objetiva, o
campo visual, a sensibilidade do filme, regulagens como velocidade, abertura, foco,
etc.
04 – Examinar os acessórios utilizados, como pára-sol,
filtros especiais, flash, etc.
05 – Examinar o local onde foi obtida a foto, verificando
a posição do Sol, o horário, as sombras, etc..., durante a exposição.
06 – Tomar o depoimento do autor da foto com o máximo de
detalhes.
07 – Com todos os dados em mãos, deve-se fazer os cálculos
de ótica, verificando se coincidem com a foto e o depoimento do fotógrafo. Certamente será
necessário o uso de equipamentos auxiliares para as análises de granulação de
imagem.
08 – Se o pesquisador não conhece as técnicas
fotográficas, em profundidade, é aconselhável pedir auxilio a um especialista.
09 – Cuidados similares devem ser tomados em relação às
filmagens.
ANALISADORES DE IMAGENS
DISPONÍVEIS
Em um laboratório fotográfico, temos que dispor de vários
equipamentos necessários às análises das fotos. No mínimo, precisamos de um bom ampliador para
"closes" do objeto. Revelações especiais com subexposição e superexposição, associadas com
filtros padrões, permitem realçar alguns detalhes de fotos em análise. Um bom microscópio também
permite analisar detalhes de granulação do filme, verificando casos de dupla exposição, manchas
químicas, retoques no negativo, etc... Existem outros equipamentos que têm função específica em
tipos de análises especiais, mas sem dúvida, o melhor equipamento é o analisador de imagens
computadorizado.
Através de uma câmara comum de TV, a imagem da fotografia é
convertida em um sinal de vídeo; a seguir, os pulsos elétricos do sinal de vídeo são convertidos
em linguagem de computador pelo digitador. O computador recebe os sinais do digitador e converte
tal informação elétrica em pequenos microquadrados chamados "pixels". O número de pixels será
proporcional à capacidade do computador. Por exemplo, podemos dividir o eixo horizontal em 800
colunas e o eixo vertical em 600 linhas, obtendo 480.000 pixels. Cada pixel terá o seu valor de
tonalidade cinza correspondente à cor original da foto. Normalmente os tons de cinza são
divididos em 256 partes, desde o 0 (máximo preto) até o 255 (máximo branco). Todos esses valores
são registrados na memória do computador, formando uma falsa matriz tridimensional. Através de
programas apropriados podemos comparar os tons de cinza de um pixel com os tons de cinza dos
pixels adjacentes, ou mesmo trabalhar com esses tons de cinza matematicamente. As sub-rotinas
utilizadas normalmente são:
01 – Supressão de contraste.
02 – Expansão de contraste.
03 – Realce das bordas.
04 – Filtragem especial.
05 – Fatoração das bordas ponto-a-ponto.
06 – Alta resolução (Laplace).
Esses programas de computador, nas análises das imagens das fotos,
permitem visualizar detalhes que normalmente são invisíveis a olho nu. O olho humano vê muito
bem os altos contrastes mas não vê os baixos contrastes. Os programas permitem verificar, por
exemplo, se o objeto é ou não tridimensional, se tem luz própria ou se reflete a luz solar, se
tem algum fio fino de sustentação, se a iluminação é regular ou irregular, quando comparada como
ambiente, se a imagem tem consistência ou não, etc... O programa mais importante é a fatoração
da borda ponto-a-ponto, pois permite determinar a distância e o tamanho do objeto. Quanto mais
distante está o objeto, maior será a quantidade de ar entre o objeto e a máquina fotográfica.
Essa "parede" de ar é registrada na foto em baixo contraste, a qual denominamos de distorção
atmosférica, que não é perceptível a olho nu. Com o computador podemos realçar esses detalhes,
sendo possível calcular a distância do objeto e, consequentemente, seu tamanho, inclusive com
uma precisão relativamente alta.
Em todas as partes do mundo, os órgãos oficiais e centros de
estudos que utilizam métodos científicos nas análises dos eventos ufológicos e fotografias de
discos voadores encontraram uma grande porcentagem de ocorrências que nada tem a ver com esse
grande enigma, e sim com fraudes e erros de interpretação. Mas o mais importante é que restam
milhares de casos que a ciência não consegue explicar, que se enquadram perfeitamente dentro do
fenômeno global dos UFOs. Essa porcentagem, ainda que pequena, aplicada ao número de casos
ocorridos em todo o planeta, representa uma quantia muito grande.
Nesses 54 anos de pesquisas científicas, através das análises de
eventos ufológicos, pela descrição das naves e dos ufonautas pelas testemunhas, pelas várias
informações que as testemunhas ou vítimas disseram serem revelações desses humanóides, chegamos
à conclusão mais provável de que representam civilizações de origem extraterrestre, de fora do
nosso sistema solar, procedentes de outros sistemas estelares, da nossa imensa galáxia, a Via
Láctea (ou de outras).
A maioria dos astrônomos admite presentemente a existência de vida
em outros sistemas estelares, tanto que gastam fortunas em projetos que envolvem inúmeros
radiotelescópios, na esperança de que dentro em breve possamos receber um sinal inteligente de
algum local distante do Cosmo, apenas para confirmar que não estamos sós neste imenso
Universo!
Eng. Claudeir Covo é ufólogo e
presidente do INFA Reinaldo Stabolito é ufólogo e coordenador geral do INFA Paola
Lucherini é ufóloga e secretária do INFA

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