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Por Equipe UFONEWSBR

           Vamos tratar de alguns aspectos envolvendo o avistamento das testemunhas. Há várias características que são absolutamente subjetivas e completamente vulneráveis a erros. Quando a testemunha recebe um estímulo ocular, esse estímulo se processa identicamente de um objeto pequeno e próximo ao de um objeto grande e distante. Sem pontos de referência fixos, o tamanho e a distancia são absolutamente vulneráveis de erros pitorescos. Daí haver tantos absurdos nas descrições de avistamentos quando há estimativas de tamanho e distância.

           A velocidade aparente, ao depender única e exclusivamente do deslocamento absoluto através da retina do olho, também é completamente subjetivo sem que haja outros pontos como referencial. A própria característica do movimento é ambíguo, a partir do momento que estamos tratando de objetos que não são familiares para a testemunha.

           A nível de sensação, esta depende enormemente do estado de alerta da testemunha e do seu estado psicológico; por isso, o cansaço, a ansiedade, etc, podem produzir uma tendência à falsa interpretação e à deformação das sensações. Sem contar com questões de ordem biológica: problemas oculares, por exemplo, podem provocar aberrações nas formas e nas cores. Com tudo isso, vejamos dois processos comuns e normais de ocorrerem e que podem produzir muitos falsos avistamentos ufológicos:

ILUSÃO DE ÓTICA – Processo na qual a testemunha observa um objeto real e físico; no entanto, a testemunha adiciona elementos que se "fundem" ao objeto real e o distorcem. É importante entender que na ilusão de ótica há um objeto real, só que ele se modifica ao ser apreendido pela testemunha. Vários fatores contribuem para ocorrer tais distorções, como por exemplo: o estado de ânimo e a própria condição psicológica da testemunha, condições atmosféricas, obstrução do campo visual da testemunha de modo que ela perceba parcialmente um objeto, problemas e comprometimentos dos órgãos sensoriais, etc.

ALUCINAÇÃO – Diferentemente da ilusão de ótica, na alucinação não há um objeto real. Todo o conteúdo apreendido pela testemunha é virtual e imaginário. Não há qualquer realidade física do objeto em questão. Em última análise, alucinação se apresenta para a testemunha como um corpo sólido que tem realidade e objetividade aparente, mas é absolutamente inexistente na realidade física.

           A grande diferença, ou "fator crítico", que diferencia um evento do outro é a existência de um estímulo primário. Ilusão de ótica há um estímulo externo real e a alucinação não, sendo totalmente virtual e imaginário.

COMO SE PROCESSA A ILUSÃO DE ÓTICA


O mecanismo da ilusão de ótica é muito simples, já que se trata
de uma percepção real, mas falseada por adição de elementos.


O avistamento de um avião, por exemplo, pode
produzir a ilusão de ótica de que se trata de um UFO.


Se a pessoa perceptora apresentar, no momento do avistamento,
caracteristicas como a ansiedade, que acaba acrescentando e
modificando a visão real.

           Resumindo, é importante o pesquisador de ufologia entender essas duas definições para empregá-las corretamente. Se alguma testemunha avista algo real, físico, e o apreende distorcidamente como ufológico, estamos diante de uma ilusão de ótica. Se a testemunha apreende algo que é absolutamente inexistente, virtual e imaginário, trata-se de uma alucinação. Repare na foto abaixo e perceba um exemplo de ilusão de ótica:

           A foto é de um autor desconhecido, datada de 04/02/1956, e registra um show aéreo nos Estados Unidos. Num primeiro momento, podemos entender que se trata de um disco voador; no entanto, é uma ilusão de ótica:

           Há um objeto real, no caso um avião, e houve um elemento que "se fundiu" ao avião: uma névoa. Assim, um estímulo real (o avião) foi distorcido por um elemento externo (a neblina atrás dele) e a imagem foi capturada pela câmera fotográfica. Imagem essa que pode levar ao erro de interpretação. Neste caso específico, o estímulo de distorção não se situa na testemunha, mas no próprio ambiente físico real.

Eng. Claudeir Covo é ufólogo e presidente do INFA
Reinaldo Stabolito é ufólogo e coordenador geral do INFA
Paola Lucherini é ufóloga e secretária do INFA


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