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INFA
Kenneth Arnold, um piloto privado da "Sociedade de Fabricação e
Instalação de Material de Incêndios da Grande Oeste", com sede em Boise, Idaho, onde era muito
conhecido e querido, gozava da reputação de homem de negócios empreendedor e sério. Em 24 de
junho de 1947, Arnold estava sobrevoando entre Chehalis e Yakima, no Estado de Washington, a
procura dos destroços de um avião militar caído no Monte Rainier.
Por volta das 15:00
horas, Kenneth Arnold contemplou nove objetos voadores que não pôde identificar, os quais se
deslocavam em formação e a altíssima velocidades. Seu relato deu a volta ao mundo e iniciou a
chamada "Era Moderna dos Discos Voadores" – uma grande explosão mundial de avistamentos de UFOs
e o conhecimento público do fenômeno.
O próprio Kenneth Arnold relatou os detalhes do seu espetacular
momento em que avistou o fenômeno, durante o "International UFO Congress", em Chicago, ocorrido
nos dias 24 a 26 de junho de 1977. A transcrição da palestra ministrada por Kenneth Arnold foi
realizada pelo pesquisador espanhol Antonio Ribera:
"Na época eu era um dos fundadores da Associação de Pilotos de
Procura e Resgate de Idaho", contou Arnold. "Naquela data" – 24 de junho – "tinha
contemplado aproximadamente quatro mil horas de vôos sobre as montanhas, em missões de procura e
resgate. O motivo de eu estar voando muito próximo do Monte Rainier era o fato de que,
aproximadamente um mês e meio antes, um avião de transporte C-46N, do Corpo de Infantaria da
Marinha dos Estados Unidos, tinha batido no lado sudeste de tal monte. Supunha-se que os 32
tripulantes tinham morrido no acidente e os familiares dos mesmos tinham oferecido uma
recompensa de cinco mil dólares para aquele que conseguisse localizar o avião sinistrado e,
assim, facilitar a recuperação dos cadáveres. Decolei de Chehalis por volta das três da tarde.
Era um belo dia e não havia nenhuma nuvem sequer no céu".
"Aproximei-me do Monte Rainier voando a 11.000 pés
(cerca
de 3.350 metros), enquanto efetuava um giro de 180 graus e voava diretamente em direção ao
Monte Rainier. De repente notei que uma tremenda luz apareceu no céu. Ela iluminou o meu avião
por completo, inclusive a cabine, e me assustei. Pensei que
estivesse a ponto de bater em outro avião que não tinha visto".
"Aquela luz brilhantíssima, quase tão potente quanto a
luminosidade do sol, provinha de um grupo de objetos que estavam longe, na direção norte do
Monte Rainier, na zona do Monte Baker, que está quase na linha do Monte Rainier e o Monte Adams.
Vi uma fileira de estranhas aeronaves que se aproximavam do Monte Rainier com grande rapidez.
Acredito lembrar que naquele momento descrevi sua formação comparando-a com a cauda de um cometa
chinês. A formação de vôo era em diagonal. Mas, ao observar os objetos que se destacavam sobre o
céu e sobre a neve do Monte Rainier, conforme se aproximavam, eu não consegui diferenciar as
caudas neles. E eu nunca tinha visto um avião sem cauda. Aqueles objetos eram de um tamanho
considerável e eu consegui contar nove deles".
"As luzes brilhantes que surgiam de sua superfície e que, a
princípio, achei que fossem reflexos do sol, eram pulsantes e, ao mesmo tempo, as naves
balançavam ostensivamente em seu vôo. As naves também pareciam voar tão facilmente de lado como
na posição plana... Os objetos pareceram ascender um pouco enquanto seguiam o rumo dos 170 graus
e, então, compreendi que estava na mesma altitude deles porque ambos estávamos no horizonte. O
altímetro do avião assinalava em torno de 9.200 pés (2.800 metros), o que quer dizer que
eles voavam a esta altitude, um pouco mais ou menos. Calculei que seus surpreendente diâmetros
eram de uns 30 metros e, logicamente, muito me surpreendeu que não tivessem cauda. Pude ver
muito bem sua imagem através da sombra que faziam na neve".
"Quando os objetos emitiam aquelas luzes fortes pareciam ser
completamente redondos. Quando se mostravam de lado ou plano, era perceptível alguns detalhes,
como o fato de serem muito finos, pois chegavam a desaparecer de minha vista atrás de uma aguda
projeção do Monte Rainier, sob
pequenas rajadas de vento. Mas como eu conhecia aproximadamente minha situação com relação à
montanha, sabia onde tinham passado. Meu cálculo da distância e minha cronometragem me
permitiram especular, dentro de uma margem razoável de erro, suas velocidades. Motivo pelo qual
estava certo de que aquela estranha formação de objetos desconhecidos voavam a mais de mil
milhas por hora (mais de 1.600 quilômetros por hora)".
"Quando terminaram de sobrevoar Goat Ridge, o segundo objeto a
partir do final da formação pareceu voltar sua parte superior na minha direção. E então pude ver
que o objeto não era redondo realmente. A julgar pelas manobras que efetuavam, pensei que, se
houvesse seres humanos neles, eles certamente teriam ficado esmagados na primeira virada, porque
aqueles aparelhos voavam com muita velocidade e de uma forma muito caprichosa. E pela forma que
mudavam de direção quase instantaneamente, a força centrífuga devia ser terrorífica".
A descrição de Kenneth Arnold é muito mais extensa, mas não é
necessário reproduzi-la por completo. A difusão que a imprensa deu à notícia despertou o
interesse mundial pelos OVNIs. E foi um jornalista, Bill Bequette, da United Press, quem
popularizou o termo "disco voador", ao interpretar a resposta que Kenneth Arnold concedeu a uma
de suas perguntas: "Voavam de uma forma caprichosa" – respondeu Arnold – "como quando
é lançado um disco sobre a água, que vai quicando sobre ela...". Os telegramas das agências
de notícias foram publicados em mais de 150 jornais dos Estados Unidos. E, antes de transcorrido
um mês, as notícias sobre observações de objetos semelhantes proliferaram pelos cinco
continentes.

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