|

Por Reinaldo
Stabolito e Claudeir Covo
Terminava o dia de 11 de maio de 1950 com o céu enconberto. Eram
19:30 horas e a senhora Trent seguia seu hábito diário de ir alimentar seus coelhos, que ficam
num viveiro no quintal. Sua casa se situada a uns 16 quilômetros ao sudoeste de McMinniville,
Oregon (EUA). O marido, Paul Trent, permanece dentro da casa, possivelmente dedicado a algum
trabalho. Porém naquele dia aconteceu algo inusitado: a senhora Trent observa um objeto estranho
que se deslocava em direção noroeste. A estranha presença do objeto fez com que a senhora saisse
correndo a procura do marido. Paul Trent vai até o quintal com sua esposa e observa também o
UFO, que lentamente segue seu deslocamento.
Naquele instante, Paul
Trent lembrou que no seu carro tinha uma máquina fotográfica e saiu para procurá-la, enquanto
que sua esposa lhe diz que a mesma se encontrava na casa. Paul entra em casa, apanha a câmera e
começa a focar o objeto. A câmera estava carregada com um filme que ainda tinha duas ou três
fotos disponíveis. Enquanto isso, o UFO se aproxima lentamente e agora o casal Trent podia
observá-lo com maior nitidez: era prateado, brilhante e não deixava qualquer rastro de fumaça no
seu silencioso vôo. O objeto estava girando e, nesse instante, Paul bate a primeira fotografia.
Em seguida, o UFO acelera girando para o norte, momento em que Paul bate a segunda fotografia.
Neste clássico caso ufológico, há dois fatos que contribuem para a sua
credibilidade:
01 – A terceira e última foto do filme dos Trent não foi
utilizada até três dias depois (dia das Mães).
02 – Bill Power, o autor do artigo que daria publicidade
ao caso, afirmou que encontrou os negativos no chão do escritório de Paul, embaixo da mesa onde
as crianças estiveram brincando.
O caso das fotografias do casal Trent foi investigado pelo Comitê
Condon (ver O
Relatório Condon), sendo seu resultado surpreendente, já que não se pôde encontrar
nada que evidenciasse um truque ou má fé por parte das testemunhas. De fato, a análise dos
negativos deu resultado comprovando que o objeto era assimétrico e que ambas as fotografias
podiam superpôr-se, coincidindo nos seus mínimos detalhes.
Era impossível que se tratasse de uma miniatura lançada ao ar, a
qual deveria ter estado dotada de um mínimo de movimento rotativo, que teria impossibilitado
esta circunstância. Segundo as declarações das testemunhas, Paul Trent teve que mexer-se para a
direita, caso contrário a casa teria ocultado o objeto. As fotografias confirmam este
fato.
A análise global dos negativos, depois de ser comprovada a
fotometria, índice de brilho, etc, concluía textualmente: "É um dos poucos informes sobre
UFOs no qual todos os fatores estudados, sejam geométricos, psicológicos e físicos, estão em
perfeito acordo com a hipótese segundo a qual um extraordinário objeto voador prateado,
metálico, em forma de disco, de aproximadamente uns trinta metros de diâmetro e evidentemente
artificial, foi observado pelas testemunhas".
AS FOTOS DO CASAL
TRENT:

AS ANÁLISES:
A GSW (Ground Saucer Watch),
de Phoenix, Arizona (EUA), empreendeu uma análise computadorizada das fotos do casal Trent.
Abaixo, alguns procedimentos e resultados:
 Uma das fotografias de Trent foi dividida em colunas
minúsculas – 512 partes na horizontal e 480 na vertical – fazendo 245.760 "células" (pixels). O
valor cinzento de cada célula (ou pixel), estava medido em uma escala de 255 divisões (tons)
entre o preto e o branco (incluindo o zero temos 256, que é o número 2 elevado a oitava potência
– 28) por uma máquina especial (scanner), cujos dados alimentaram um computador. O
valor de cada célula foi manipulado então pelo computador – filtrou uma determinada densidade
selecionada.
 E o contraste foi aumentado para clarificar a imagem
original.
 Semelhantemente, o computador compara os valores de
células adjacentes e aumenta ou suprime mudanças de tons moderadas e resulta em uma ênfase de
qualquer extremidade no quadro – um método que obtém uma confirmação visual, densidade e
refletividade, e normalmente mostra se na parte de cima tem arames ou finos fios segurando um
modelo (o que se conclui não ser o caso).
 O computador também pode colorir áreas da imagem que
compartilha um jogo semelhante de valores, com contornos, assim enfatizando as bordas de
interesse particular. A GSW concluiu que a fotografia retratou um UFO de grandes dimensões,
aproximadamente 65 a 98 pés (20 a 30 metros) de diâmetro, não muito distante da máquina
fotográfica, no céu.
Reinaldo Stabolito é ufólogo e
Coordenador Geral do INFA Claudeir Covo é engenheiro e Presidente do INFA
© 2004 Copyright INFA – Todos os
direitos reservados
|