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Por Bruce Maccabbe
Tradução e adaptação de Claudeir Covo
Este caso fotográfico clássico é importante por causa da nitidez
das duas fotografias e por causa da quantidade de pesquisas que foram realizadas para confirmar
ou contestar sua autenticidade. As testemunhas, senhor Paul Trent e esposa, de McMinnville,
Oregon, bateram duas fotografias de um objeto que estava voando sobre a fazenda deles, em 11 de
maio de 1950. Inicialmente, eles mostraram as fotos somente para alguns familiares. Um amigo que
estava no Exército dos Estados Unidos, sugeriu que eles levassem as fotos a um especialista para
tentar descobrir o que era o objeto. Esse especialista alertou um repórter do jornal local,
William Powell, que entrevistou o Trents em detalhes na casa deles.
Ele analisou os negativos em detalhes no
escritório do jornal e então decidiu que, apesar da natureza incrível do assunto, estava além da
capacidade dos Trents de ter criado uma brincadeira. Ele publicou então as duas fotos de Trent
no "Telephone Register" de McMinnville, em 8 de junho de 1950. A história básica deste caso
fotográfico, até 1973, foi resumida por William K. Hartmann, no "Scientific Study of
Unidentified Flying Objects", editado por E. U. Condon e D. Gillmor, em 1969 e Philip J. Klass,
em "UFOs Explained", em 1974, com exceção da reivindicação pelos Trent que eles foram visitados
por dois agentes do FBI, várias semanas depois das fotografias terem se tornadas públicas. O FBI
negou envolvimento no caso.
Powell também informou que foi visitado por dois agentes da Força
Aérea, em seu escritório, e que confiscaram todas as anotações dele. Há um documento que discute
o caso de Trent no arquivo do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea, agora em
microfilme nos Arquivos Nacionais, junto com os arquivos do Projeto Blue Book. Quando Hartmann
investigou o caso dos Trent, ele entrevistou a testemunha e fez cuidadosas análises
fotométricas, bem como análises granulométricas nos negativos originais. Pela aplicação das
análises fotométricas, ele pode estabelecer que o objeto estava aproximadamente 1,3 km distante
da máquina fotográfica na primeira fotografia. Na conclusão de suas análises, ele declarou que
os fatores investigados, envolvendo os geométricos, psicológicos e físicos, parecem ser
consistentes com a afirmação que um objeto voador extraordinário, prateado, metálico, discóide,
com dezenas de metros em diâmetro, e evidentemente artificial, voou dentro de visão de duas
testemunhas. Ele incluiu então a retratação que a evidência não era uma fraude, embora certos
fatores físicos conflitam contra algo fabricado (clique com seu mouse em Análise Hartmann – alguns dados relativos a pesquisa de
Hartmann).
Robert Sheaffer, a pedido de Klass,
analisou as fotos ampliadas e descobriu as sombras das vigas (calhas) na parede leste da
garagem. Sheaffer usou estas sombras para discutir se isso implicava em ter um atraso de tempo
considerável (minutos) entre as fotografias e conseqüentemente discutir que as fotografias devem
ter sido realizadas no período da manhã, e não no fim da tarde, como informaram os Trent. Ele
também criticou a análise fotométrica de Hartmann, por não ter levado em conta o "derrame" de
luz ocultando o clarão sobre a imagem do UFO e se havia impressões digitais na lente de máquina
fotográfica. O escritor obteve os negativos originais em 1975, e achou que as sombras na parede
de garagem não confirmaram nenhuma evidência concreta de um tempo longo entre as fotografias.
Paul Trent informou que o tempo entre as fotos foi de aproximadamente trinta segundos. Ele
também repetiu os cálculos fotométricos do Hart, mas incluiu correções por ocultar o clarão e a
iluminação existente no fundo (embaixo) do UFO na primeira foto, que refletiu a luz pelo chão na
análise dele. Ele concluiu que, se o fundo do UFO não fosse uma fonte de luz, o objeto estaria
mais de 1 quilômetro de distância, com dimensões resultantes maior que 30 m de diâmetro por 4 m
de largura.
Em um estudo computadorizado, William Spaulding, da GSW, não
descobriu nenhuma evidência de arame, linha ou fino fio que estivessem sustentando o objeto e
também descobriu "distorções" excessivos na imagem (bordas), que poderiam ser relacionadas a
efeitos atmosféricos se o objeto estivesse distante. Para responder pelo brilho excessivo no
fundo do UFO, na primeira fotografia, foi rejeitada a hipótese do UFO ter iluminação própria e
sim a possibilidade de que a parte superior do objeto poderia ser translúcida. Ele procedeu
testes de distribuições de brilho em vários pequenos modelos de UFOs feitos de papel e plástico.
Ele descobriu isso utilizando as mesmas condições de iluminação, simulando os mesmos efeitos
registrados na hora das fotografias, a distribuição do brilho sobre os modelos de UFOs
translúcidos não seria uniforme, considerando que o brilho da imagem do fundo do objeto
fotografado por Paul Trents era muito uniforme. Assim ele concluiu que se o objeto fosse uma
brincadeira que os Trent tivessem feito, deveriam ter pendurado um objeto translúcido com algum
fio bem fino. Uma análise fotogranulométrica detalhada não conseguiu provar que o objeto foi
suspendido com arames ou fios finos. Porém, a análise fotogranulométrica acabou verificando uma
coincidência interessante entre os movimentos angulares do UFO entre as duas fotos, como já
tinha informado a senhora Trent, em 1950, e devidamente registrado nas duas
fotos.
O Portland Oregonian, de 10 de junho de 1950, publicou:
"Durante este tempo o objeto se moveu pelo horizonte com uma inclinação de 15 graus, de
acordo com a descrição dela". O ângulo atual entre as imagens do UFO nas duas fotografias é
de aproximadamente 17 graus. Embora o Klass ter discutido que as discrepâncias entre as imagens
originais registradas (como expressou para os jornais ), a evidência de uma brincadeira (Klass
não entrevistou os Trent diretamente), estas discrepâncias poderia também ser o resultado das
tentativas pelas testemunhas para reconstruir o que teria acontecido várias semanas antes deles
serem entrevistados pelos repórteres do jornal.
Assim, estas discrepâncias são
relativamente sem importância. Porém, uma discrepância principal existe. Era de se esperar que
os Trent pudessem se lembrar se as fotografias foram tiradas de manhã ou à noite, pouco antes do
pôr do Sol, como declarou nos relatórios originais e como repetiu muitas vezes a senhora Trent.
As sombras da parede oriental da garagem são claras e sugestivas de uma fonte luminosa pequena
situada no leste do céu. De acordo com Sheaffer, as imagens das fotos sugerem que as posições de
sombra (se foram causadas pelo Sol) indicava que o Sol estava no leste, aproximadamente, devido
a posição da parede da garagem. Isto colocaria o tempo de aproximadamente 7:30 da manhã, em 11
de maio de 1950. Sheaffer afirmou que nenhuma outra fonte, além do Sol, poderia ter feito tais
sombras. Por outro lado, a senhora Trent repetiu inúmeras vezes que o seu marido Paul, como
sempre faz, foi logo cedo tirar o leite das vacas, depois de cuidar dos animais da fazenda. Esta
retirada do leite normalmente é feita entre 06:30 ou 07:00 horas da manhã até às 09:00 horas da
manhã, sob circunstâncias normais. Assim, ele não teria estado disponível para tirar as fotos
pela manhã.
Além disso, a análise fotométrica detalhada estudou as sombras
debaixo da calha da garagem, e mostrou a evidência que parece contradizer a hipótese de sombras
realizadas pelo Sol. A imagem da sombra que provê a maioria dos dados para avaliação é aquela
definida pelo telhado da garagem. A análise densitométrica realizada na sombra mostrou que tal
sombra fez uma imagem em uma direção vertical, por uma fonte de luz que estava em um ângulo
vertical entre 5 e 10 graus, considerando que o tamanho angular do Sol é de aproximadamente meio
grau. Um estudo dos efeitos de névoa e nuvens no "tamanho angular efetivo do Sol" mostrou que,
quando quase obscureceu através de nuvens, o Sol tem um tamanho angular efetivo de
aproximadamente 1,5 graus. Por outro lado, a largura bastante clara das sombras das vigas nas
calhas do telhado sugere que a fonte deve ter tido uma extensão horizontal relativamente pequena
e provavelmente não deve ter excedido aproximadamente 2 graus. Sheaffer e Hartmann discutiram
que seria impossível para uma nuvem luminosa causar sombras semelhante as registradas na parede
Leste da garagem dos Trent.
Uma análise teórica detalhada mostrou que poderia ser possível
debaixo de certas condições. Porém, o argumento principal para a possibilidade que uma nuvem
luminosa, no pôr do Sol, pudesse ter causado tais sombras vem da evidência fotográfica. Estas
fotografias foram adquiridas por um escritor, em julho de 1977. Embora o brilho comum da nuvem
só era aproximadamente quatro vezes o do céu, as sombras eram muito notáveis, com um contraste
comparável aos 20% ou só contraste entre as áreas iluminadas e as áreas obscurecidos pelas vigas
das calhas da garagem dos Trent. O relatório do tempo informou que em McMinnville, em 11 de maio
de 1950, aquelas nuvens de "cumulus" estavam presentes durante a tarde. Se tinha ou não uma
nuvem de "cumulus" no lado Leste da fazenda dos Trent, antes do pôr do Sol, é impossível
determinar pela evidência registrada nas fotos de Paul Trent.
Durante anos, desde que as fotografias
foram publicadas, numerosos investigadores entrevistaram pessoalmente os Trent. O primeiro
entrevistador foi William Powell. Ele ficou convencido que os Trent falaram a verdade, como
publicou no jornal o editor P. Bladine. O banqueiro, F. Wortmann (já falecido), mais tarde
escreveu, em 1969, ao Dr. James McDonald que Paul Trent "é um indivíduo em que pode ser
confiado sem qualquer pergunta". Em resposta à cartas escritas por P. Klass, em 1969 e 1972,
Wortmann redeclarou a firme convicção "de que toda a situação inteira era verdadeira". Em
um "pequeno e inteligente relatório", enviado ao Escritório de Investigações Especiais da
Força Aérea, o sargento L. J. Hyder se referiu ao casal Trent como "cidadãos significativos,
sólidos e honrados da comunidade". O Frank Halstead, um astrônomo, entrevistou os Trent em
1958 e declarou em uma carta para major Donald Keyhoe, que "eles pareciam ser pessoas muito
sinceras". A carta de Halstead contém a primeira referência para uma possível investigação
realizada por parte do FBI sobre os Trent. Em 1967, Hartmann entrevistou os Trent durante a
análise das fotos deles para o Comitê Condon. Ele ficou impressionado pela falta de interesse
econômico dos Trent nas fotos, como comprovou, pelo fato de que o senhor Paul Trent nem mesmo
desceu do trator dele enquanto Hartmann o estava entrevistando. Em 1969, o Dr. McDonald teve
algumas conversas telefônicas com os Trent e concluiu: "Eu os acho serem o tipo das pessoas
que dificilmente poderiam levar isso como uma brincadeira imaginativa ou invenção". O senhor
Paul Trent contou para o McDonald que seu pai também tinha visto o objeto, mas somente depois
que ele estava muito distante. Também em 1969, Veikko Itkonen, produtor de filme e diretor, que
estava trabalhando em um documentário sobre UFOs, que foi mostrado na Europa, entrevistou os
Trent no local onde foram feitas as fotos. Ele declarou que "as conclusões do Dr. Hartmann,
são muito próximas das impressões que nós obtivemos". A. Fryer, um fazendeiro e professor de
ciência da escola de McMinnville, entrevistou os Trent em 1976 e depois declarou: "Não tenho
dúvidas que eles não estavam tentando enganar... Ela nunca chamou isto um pires voador ou
UFO".
O Bruce Maccabee fez vinte e seis entrevistas, por telefone, com a
senhora Trent, durante o período 1974 a 1977. Durante este tempo, ela manteve a consistência em
seu depoimento, como era esperado, em relação ao avistamento. Ela também informou que tinha uma
nova informação em resposta para certas perguntas, que nunca antes tinha sido perguntada, como
perguntas sobre as atividades diárias típicas deles e o envolvimento de qualquer parente e
amigos no resultado do avistamento. A semhora Trent declarou que, algum tempo depois em que as
fotos foram publicadas, uma senhora fazendeira, que morava algumas milhas distante de sua
residência, em 1950, contou para senhora Trent que ela também tinha visto o estranho objeto,
parecido com um pára-quedas. A senhora Trent também pensa que sua mãe poderia ter visto o
objeto. Infelizmente o pai de Paul Trent já tinha falecido na época da entrevista do Hartmann, a
senhora que era vizinha dela, de acordo com senhora Trent, ainda estava viva. Infelizmente,
Hartmann não perguntou para semhora Trent se ela sabia de outra testemunha.
A senhora Trent passou por dois testes PSE (Psychological Stress
Evaluator – Avaliação de Stress Psicológico), conforme declarações que ela fez relativo ao
avistamento. Na opinião dos analistas de PSE, ela não mostrou nenhuma tensão notável quando
respondia quaisquer das perguntas relativas ao avistamento e eventos associados (por exemplo,
outra testemunha, atividades diárias, etc). Assim, parece que aquela conclusão oficial do senhor
Hartmann ainda é válida (conclusão positiva sobre a validade do caso).
Claudeir Covo é engenheiro e
Presidente do INFA
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