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Por Reinaldo
Stabolito
Considerado um clássico da casuística nacional, este caso
aconteceu em 28 de agosto de 1963, no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, Minas Gerais, e
foi pesquisado pelo grupo ufológico CICOANI. Os meninos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes
Vidal saíram para o quintal da casa a fim de lavar o coador de café com a água de um tambor de
gasolina, ao lado da cisterna. José, o menor deles, com sete anos na época, entrou no depósito e
se abaixou enfiando totalmente sua cabeça dentro do tambor para pegar a água com um vasilhame
que estava em sua mão.
Logo atrás dele vinha
Ronaldo que, subitamente, reparou num "clarão" estranho no quintal. Ao olhar para cima com o
objetivo de ver o que estaria causando aquela incomum luminosidade, se deparou com um objeto de
formato esférico. O UFO era iluminado internamente e suas paredes eram transparentes. O objeto
estava parado e flutuando sobre um abacateiro. Sua distância em relação aos meninos era de cerca
de oito metros. Seu tamanho foi estimado como sendo em torno de três metros e meio de diâmetro.
Na parte superior do UFO havia uma espécie de antena em forma de V, sendo que cada haste tinha
uma esfera na sua ponta superior. No meio havia uma terceira haste de menor
tamanho.
Devido à sua transparência, ficou visível quatro criaturas que
eram absolutamente iguais a nós, tirando um detalhe curioso: ao invés de dois olhos, eles tinham
um único olho no meio da testa – tal qual um ciclope. Pelo menos um deles era do sexo feminino,
pois, diferentemente dos outros três que não tinham cabelos, esta alienígena tinha cabelos
cumpridos e dourados que estavam puxados para trás. Todos eles estavam sentados em banquinhos
que tinham um único pé. Os assentos estavam dispostos de modo que ficava um na frente, dois no
meio e mais um atrás. Em frente do banco da frente havia um console que parecia ser o painel de
controle da nave.
Poucos segundos após o
avistamento de Ronaldo, o objeto lançou dois feixes de luz amarela para baixo, formando duas
colunas de luz. E eis que entre esses dois feixes de luz desce um dos alienígenas, flutuando
lentamente para baixo. A criatura começou a andar na direção da cisterna onde o menino José
permanecia com a cabeça enfiada dentro do tambor para pegar a água. Aparentemente José ignorava
tudo o que estava acontecendo. Quando a criatura estava a cerca de dois metros de distância de
José, ele estendeu seu braço deixando claro que as intenções eram, no mínimo, de tocá-lo.
Fernando se desesperou e entendeu que aquela criatura iria pegar José.
Sem hesitar, Fernando acabou correndo e saltando sobre José,
jogando o menino no chão e se colocando diante daquele estranho ser. Imediatamente, o alienígena
recuou e fez para Fernando uma série de gestos com as mãos, que era acompanhado pelos movimentos
de sua cabeça. A criatura começou a falar várias palavras completamente inteligíveis. Depois, o
alienígena se sentou na beira da cisterna, ficando de frente para o UFO, que permanecia
flutuando a baixa altura. Como aquele ser de um olho só tinha dado as costas para Fernando, ele
pegou um tijolo no chão e chegou a levantar o braço para pegar impulso e jogá-lo na criatura.
Mas, imediatamente, o alienígena se levantou e virou na direção de Fernando. Um jato de luz
amarela saiu de um pequeno retângulo que estava no peito da roupa do ser e se projetou bem na mão que Fernando segurava o tijolo. A pedra cai no chão e,
estranhamente, os três meninos ficaram quietos e totalmente calmos ao invés de saírem correndo e
gritarem por socorro.
E o alienígena permaneceu lá, diante dos três meninos, falando sem
parar em um idioma totalmente incompreensível. E foi neste momento que os meninos puderam olhar
bem para a criatura. Ele tinha um único olho grande no meio da testa. Seu olho era escuro, sem
esclerótica e ficava sobre a base do nariz. Havia um risco que parecia ser a pupila, que se
destacava por ser mais escuro. Sobre o olho havia uma mancha que parecia ser a sobrancelha. O
rosto era todo vermelho. Foi possível perceber alguns dentes conforme o alienígena abria a boca
enquanto falava. Ele usava uma espécie de escafandro e tinha a cabeça envolvida num capacete
redondo e transparente, através do qual seu rosto era bem visível. Já a roupa que o alienígena
estava usando era de cor marrom até a cintura, branca até os joelhos e depois preta (como se
fosse uma espécie de bota). Suas vestimentas pareciam ser feitas de couro ou algo similar e
tinha várias "rugas" nas partes correspondentes aos membros e tórax. Ainda, os meninos
descreveram que havia uma caixa grudada nas costas de cor de "cobre".
Num dado momento, o
alienígena apontou para a Lua e fez um gesto de elevação lenta com uma mão, como se quisesse
representar um vôo até o nosso satélite natural. Logo depois o alienígena caminhou na direção do
UFO. Vendo-o afastar-se, José Marcos conseguiu perguntar: "Você volta?". Inusitadamente,
o alienígena se virou e fez gestos verticais com a cabeça como se quisesse responder
afirmativamente para aquela pergunta. Logo em seguida, voltou a se virar na direção do UFO e
caminhou para frente. Mas antes de chegar até a nave, o alienígena se abaixou e pegou uma planta
do solo com sua mão esquerda. Quando finalmente chegou no exato local onde havia flutuado até o
chão, fez um sinal com a mão e as duas colunas de luz amarela reapareceram. E tal como foi sua
chegada, o ser começou a flutuar lentamente, porém subindo na direção da nave. Já dentro do UFO,
o alienígena voltou a se sentar junto dos outros. Finalmente a nave emitiu um brilho e voou
silenciosamente rumo ao leste, apagando-se logo e desaparecendo.
Somente após a nave ter desaparecido é que os meninos correram
para dentro de casa aos berros e chamando pela mãe. Dona Maria José, a mãe dos garotos, ficou
alarmada pela aparência de terror de seus filhos e mandou a menina ir até o bar próximo dali
chamar seu marido, o Sr. Alcides Gualberto. Ele, por sua vez, veio imediatamente ver o que havia
acontecido. O Sr. Alcides Gualberto constatou que havia marcas pequenas em forma de triângulo no
chão do quintal justamente pelo caminho que as crianças afirmaram que o alienígena ciclope havia
feito. As crianças ficaram muito amedrontadas e se recusaram a voltar no quintal por vários
dias.
Reinaldo Stabolito é ufólogo e
Coordenador Geral do INFA

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