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Por Equipe
UFO

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REVISTA UFO – O senhor estava falando de um contato que teve ao
lado de outros membros de sua equipe, próximo a uma olaria em Belém. Enquanto examinava o local
onde Luis teve seu avistamento, seus companheiros adentraram a olaria e o senhor permaneceu do
lado de fora. O que puderam observar?
HOLLANDA – Bom, como tínhamos que voltar lá para fazer as
anotações necessárias (pois marcávamos tudo, desde horário, altura, direção etc), e não havíamos
levado nada, nem comida ou tomado café, Luis se propôs a ir até sua casa – casebre à beira do
rio – para nos trazer café, bolacha e água. Ele saiu com um barquinho em direção a uma ilhota de
uns 15 ou 20 metros de largura, mas muito comprida. Um garoto de uns 9 anos de idade foi com
ele. Eles foram remando e desapareceram nessa ilha.
REVISTA UFO – O senhor quer dizer que os dois sumiram em frente ao
olhos de todos os outros membros?
HOLLANDA – Isso mesmo. Logo que Luis desapareceu, fiquei em pé,
em cima do toldo do barco. Enquanto isso, os agentes comentavam sobre o que estava acontecendo,
mas como eu era o chefe, não podia me dar ao luxo de ficar conversando. Tinha que ficar alerta.
Foi então que, à minha esquerda, próximo ao início do rio, veio uma luz muito forte (a mesma luz
amarela). Enquanto ela se aproximava, fiquei quieto. E como aquela claridade continuou se
aproximando, chamei a atenção dos agentes para o fenômeno.
REVISTA UFO – Esses agentes estavam equipados com máquinas
fotográficas para registrarem o episódio?
HOLLANDA – Sim. Logo que notaram a presença do objeto,
prepararam máquina fotográfica, filmadora, tudo. Aquela coisa veio em nossa direção a uns 200 ou
250 metros de altura. Cruzou por cima da gente e quando chegou perto, na margem do rio,
apagou-se. Era uma luz amarela e muito forte, como se fosse um sol, e a gente não via seu
formato, somente o clarão. De repente, pudemos notar que objeto tinha uma forma estranha de bola
de futebol americano, pontuda e grande (mais ou menos uns 100 m). Um aparelho translúcido, com
janelinhas em toda a sua extensão. Porém não pude perceber se havia alguém lá dentro, apesar de
ter passado devagar como se fosse de propósito. A filmadora estava acionada e como emitia um
ruído, pedi para que o agente que a estava manejando, um japonês, parasse de filmar, porque eu
queria tirar algumas dúvidas e não desejava interferência de sons. Então o cinegrafista
parou.
REVISTA UFO – Depois que ele desligou a filmadora, puderam-se ouvir
barulhos mais nítidos que identificaram aquele fenômeno?
HOLLANDA – O cinegrafista perguntou: "Voce está
ouvindo?". Respondi que sim. Era um barulho de catraca, esquisito e oscilante. Depois
continuamos filmando e fotografando até que a coisa foi embora, seguindo rumo ao continente.
Isso aconteceu entre 11:00 e 11:30 horas, conforme o relatório. Já faz muitos anos, mas,
recordo-me do horário. Após esse episódio, comentamos: "Mas que troço esquisito". Por
volta de 01:00 ou 01:30 horas, ela voltou, só que não era mais da cor do sol: era de um azul
muito forte e acompanhou a margem oposta do rio. Quando chegou perto da ilha, foi em direção a
Belém, mas estava muito baixa, passando sobre as copas das árvores.
REVISTA UFO – Essa foi a situação mais complicada da qual foram
testemunhas? Qual o avistamento mais extraordinário dentro da Operação Prato?
HOLLANDA – Foi. Aparentemente, a luz se aproximou de Belém,
depois voltou em nossa direção. Víamos através das copas das árvores que tinha uma luz lá em
cima e que ela havia penetrado a mata.
REVISTA UFO – Vocês chegaram a fazer cálculos da distância em que o
UFO permaneceu?
HOLLANDA – Como ele estava a nossa frente, fui até lá por
curiosidade e para colher dados exatos para o relatório. Sua distância era de 70 metros. Aquele
monstro azul, embora tivesse um brilho muito forte, podia ser olhado diretamente sem que ardesse
as vistas. Não havia nada, apenas aquela luminosidade forte. Um troço incrível. Ficamos parados
a observá-lo. Então fiquei com medo, porque estava muito perto, do outro lado do rio, ou seja, a
mesma distância de uma trave a outra num campo de futebol. Aquele objeto ficou parado durante
uns três minutos. Enquanto isso, olhávamos em silêncio. De repente, a luz se apagou rapidamente
e pudemos ver o que estava por trás dela.
REVISTA UFO – E o que era, coronel? Algum objeto
diferente?
HOLLANDA – Era novamente a bola de futebol americano em pé, a
100 metros de altura, parada e sem janela alguma. Devia ser o mesmo UFO, só que com o interior
apagado. Sei la, alguma coisa desse tipo. Todo mundo ficou com medo. Uma das pessoas ainda
perguntou: "E agora? E se esses caras vierem e carregarem a gente, como é que fica?".
Tudo era novidade para nós e ninguém sabia o que poderia acontecer daí para
frente.
REVISTA UFO – Coronel, o senhor está a par do fato de que esse tipo
de ocorrência na Amazônia não é uma coisa comum em outros lugares do mundo? Na sua opinião, por
que essas naves insistiam tanto em aparecer nas regiões Norte e Nordeste, principalmente perto
da Amazônia, e quais eram os objetivos delas?
HOLLANDA – Não, não sabia que casos como esse eram raros. Sob
meu ponto de vista, o qual expus a alguns amigos, passei a me interessar muito mais pelo assunto
depois que terminei meu trabalho na Aeronáutica. Para mim, Ufologia é um assunto muito sério.
Descartava muita coisa acerca de avistamentos ufológicos, por nunca ter visto nada que pudesse
me dar certeza. Depois que vi uma nave, quis entender o fenômeno, e como oficial de operações de
selva quis tirar mlnhas próprias conclusões. Mas não podia colocá-las no relatório, porque eram
pessoais, resultado de um estudo aprofundado. Tivemos muito contato com tribos indígenas, por
isso, preocupávamos-nos em não transmitir a eles doença de espécie alguma, pois os índios não
tinham anticorpos, ao contrário de nós. Podíamos passar gripe, sarampo, difteria, tuberculose,
enfim...
REVISTA UFO – Seria uma tragédia?
HOLLANDA – Com certeza, porque nós temos controle em nosso
corpo. Nosso organismo tem defesas, e o deles não. Daí minha preocupação de que mesmo cumprindo
a missão, involuntariamente, tivessemos transmitido doencas aos índios. Felizmente nunca houve
um caso desses. Não me lembro de ter prejudicado algum índio dessa maneira. Conclui outra coisa
a respeito de por que aqueles seres estariam fazendo isso. Se eu fosse eles e precisasse de um
aparecimento aberto, franco, direto, o que teria que fazer? Proteger a mim e a meus
companheiros. Mas como? Sabendo o que cada um possui dentro de seu próprio organismo que possa
danificar o meu, entende? Essa defesa só poderia ser feita se tivesse uma amostra do nosso
sangue e tecidos. Não foi difícil imaginar que eles estivessem fazendo coleta de material
genético, para ver o que contínhamos que pudesse danificá-los num contato necessário futuro,
certo? Não só sangue, mas também nossas células. Não sei ao certo o que essa luz com alta
energia podia fazer, ou se transportava particulas do corpo humano para serem analisadas mais
tarde. Hoje ainda não compreendo o tal processo de clonagem. Na época, nâo pensei em nada disso,
a não ser que eles estavam coletando material que pudesse prejudicá-los num possível contato
próximo.
REVISTA UFO – A população ribeirinha imaginava que a intervenção
deles seria uma agressão? Ela chegou a se armar para se defender desse tipo de
fenômeno?
HOLLANDA – Claro, eles imaginavam estar sendo atacados por algum
ser maldoso, como um vampiro ou um morcego...
REVISTA UFO – Vocês estavam agindo em sigilo absoluto?
HOLLANDA – Não. Os populares pensavam que eram coisas que vinham
de fora, de outro planeta. Eles já viam formas estranhas e luzes antes de mim. As naves também,
pois demorou muito para eu observá-las.
REVISTA UFO – A população ribeirinha dessas regiões andava
armada?
HOLLANDA – Sim, a população que vivia as margens do rio usava
foguete, andava armada com espingardas de cartucho e de caça.
REVISTA UFO – Vocês documentaram isso através da Operação
Prato?
HOLLANDA – Foi relatado que eles portavam armas. Alguns até
atiravam, e eu só dizia para não fazerem isso. O próprio padre falava que não havia motivo para
tanto: "Vocês nunca vão fazer nada. Quem tentar Ihes apontar uma arma ficará 15 dias
dormente, imobilizado na rede".
REVISTA UFO – Coronel, essa experiência que o senhor acabou de
descrever teve alquma influência em sua vida, em sua forma de ver o mundo? Isso aconteceu no
final da Operação Prato?
HOLLANDA – A Operação Prato foi até quando a Aeronáutica mandou
interrompê-la. Esse relato foi passado ao meu comandante, dizendo tudo a respeito e como foi a
coisa. Posteriormente, o filme foi revelado e assistido no auditório do Ouartel Genral por
vários oficiais.
REVISTA UFO – Quais foram suas conclusões a este respeito?
HOLLANDA – Não havia dúvidas. Não tínhamos visto a forma do
objeto na hora em que se deu o avistamento. Só fomos ver depois da impressão fotográfica. A
coisa tinha no alto uma porta aberta, como a de um Boeing. Não havia ser algum dentro do objeto,
na fotografia também não aparece nada, exceto um feixe de luz em direção ao barco onde
estávamos. Dessa abertura parecia que alguém focava em nossa direção. Na ocasião, a luminosidade
era tão forte que nos impedia de ver qualquer forma no interior daquela bola azul enorme.
REVISTA UFO – Com uma declaração desse nível, uma coisa
extraordinária como essa, por que o Comar e a Aeronáutica desativaram a Operação Prato em apenas
três ou quatro meses de trabalho?
HOLLANDA – Olha, talvez tenha sido por causa da especulação da
população. São perguntas que não podem ser respondidas. Quem são, por exemplo, ninguém sabe.
Talvez quem esteja mais avançado sejam os americanos, os russos. De onde vem? Não há resposta. O
que eles querem? Também não sabemos. São as três questões feitas e que ninguém pode responder –
o que desmoralizava a Força Aérea e o Governo Brasileiro.
REVISTA UFO – Mesmo assim, não compensaria a Força Aérea manter o
projeto em busca dessas ou de outras respostas? Por que fechá-lo? E como foi que essa ordem
chegou?
HOLLANDA – Se eu fosse o comandante, continuaria. Mas eu só
obedecia, e a ordem era parar. E assim foi cancelada a operação, quer estivéssemos satisfeitos
ou não.
REVISTA UFO – O senhor acatou e bateu continência?
HOLLANDA – Sim, pois já tinha acabado. A conclusão sobre a
coleta de material para fazer antídoto, vacina, solução sorológica que inibisse qualquer
incidência de moléstia no corpo desses alienígenas, a partir do sangue ou do material colhido do
corpo humano, foi exposta quando visitei Rafael Sempere Dura, em São Paulo. Depois de uma longa
conversa, mostrei minha opinião. Ele disse que essa era a explicação mais lógica que ouviu a
respeito do Chupa-chupa, porque o que se ouvia era falar em agressão, e eu discordava:
"Não foi agressão de forma alguma. Foi pesquisa ou coleta de material, como alega Jacques
Vallée". Sempere me agradeceu, dizendo: "Foi a explicação mais lógica que eu ouvi até
agora".
REVISTA UFO – Depois que a operação foi encerrada, o material que
vocês coletaram permaneceu em Brasília ou em Belém?
HOLLANDA – Em Belém. Várias vezes eu tentei escrever um
relatório final, pois o original era parcelado, caso a caso. Por exemplo, se numa noite o
fenômeno se manifestava três vezes, então tinha que ser feito um relatório. Pelo que eu
escrevia, baseado em tudo que via, achava que em Brasília iam me chamar de louco, pois eles não
estavam lá para presenciar.
REVISTA UFO – Mesmo depois do encerramento da Operacão Prato o
senhor continuou pesquisando, investigando, fazendo suas vigílias? Como é que foi isso? Teve
alguma outra experiência interessante?
HOLLANDA – Bem, nunca relatei isso. Estou abrindo exceção para
você, Gevaerd, em altíssima confiança, por sua seriedade, porque já estou com 60 anos de idade,
daqui a pouco faço 70. Isso se eu chegar lá e não desaparecer antes... Eu estava em casa, tinha
recebido uns livros que solicitei a Bob Pratt – o qual me visitou logo no início da Operação
Prato.
REVISTA UFO – O que ele queria com o senhor? Qual era o interesse
dele? Quais outros ufólogos o procuraram para saber a respeito disso?
HOLLANDA – Conversar comigo. Ele queria saber sobre o que tinha
havido, porque ele esteve na liha dos Caranguejos, e eu não sabia da existência desse local nem
do que tinha ocorrido por lá. Depois mandei verificar a área. Dentre os ufólogos que me
procuraram na época, estão: Max Berezowski, general Uchôa, um ufólogo argentino, cujo nome não
recordo, Jacques Vallée e Reginaldo de Athayde. Nunca mais mantive contato com Berezowski, mesmo
depois de suas cartas e telefonemas. Não tive oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, porque
minha mulher não concordou em hospedá-lo em casa, Jacques Vallée falou comigo anos depois e me
deu até um livro de presente.
REVISTA UFO – O senhor estava autorizado a declarar alguma coisa a
esses ufólogos naquela época? Caso tenha falado algo que pudesse comprometê-lo, esses
pesquisadores mantiveram suas palavras, respeitando sua posicão perante a FAB?
HOLLANDA – Eu conversava com eles sobre o assunto, eles até
viram algumas fotografias. Apenas pedi a eles que respeitassem minha posição, pois não podia
divulgar alguma informação, o que compreenderam perfeitamente bem. Continuaram trocando
correspondências comigo. Eu era frequentemente consultado sobre alguns casos, inclusive por
ufológos internacionais, da Espanha, EUA etc.
REVISTA UFO – Como eles mandavam casos para o senhor analisar e
emitir um parecer?
HOLLANDA – Através de Rafael Dura, de Osni Schwarz [Editor:
nesse instante Uyrangê volta a falar sobre sua experiência inédita ao receber os livros de Bob
Pratt]. Eu lia todos os livros para me aprofundar mais em Ufologia, humanóides, aparecimentos,
abduções, outras coisas, e assim pude me munir de mais conhecimentos sobre a temática. Já não
tinha mais nada com a Força Aérea, mas continuava interessado pelo assunto. Sempre empilhava
meus livros sobre uma estante. Um dia. estava deitado, lendo uma obra que não tinha nada a ver
com ufologia, enquanto minha filha, ainda pequena, lia uma revistinha de criança. De repente, os
livros se deslocaram como se tivessem sido pegos e a pilha inteira caiu no chão. Ressalto que
morava na Vila Militar, bem distante da rodovia, onde não havia trepidação de carro que
justificasse a causa de tal circunstância.
REVISTA UFO – Eles estavam empilhados na vertical?
HOLLANDA – Quando eles bateram no chão, claro que a pilha
desmontou, mas os livros não se espalharam. Eles vieram empilhados até o chão. Minha filha
Daniela assustou-se e perguntou: "Pai, que engraçado... Como é que os livros cairam?".
Nessa mesma hora, minha mulher estava no andar de baixo, preparando mamadeira para as crianças,
quando algo semelhante aconteceu: a bandeja em que estavam os copos e talheres saiu voando da
pia, flutuando por toda a cozinha, e então caiu, sem quebrar um copo sequer, apesar do barulho
de louca que ouvi de onde eu estava. No momento em que catava os livros do chão, brinquei com
minha filha para que ela não tivesse medo. Coloquei-os no lugar e falei: "Vocês estão
querendo que eu leia". Entao abri um livro numa pagina qualquer. Logo em seguida aconteceu o incidente com a bandeja de louças. Pelo barulho pensei que tivesse machucado alguém, cortado
talvez.
REVISTA UFO – E o que sua esposa achou disso tudo, coronel?
HOLLANDA – Desci as escadas correndo e, nesse meio tempo, minha esposa vinha subindo com os olhos arregalados, dizendo que não ficaria sozinha, ainda mais diante daquele fenômeno. Perguntei a ela o que havia acontecido: "Não sei. A bandeja saiu voando e foi parar no meio da pia". Eu não entendi muito bem a história. Levei, então, um copo d'água para ela.
REVISTA UFO – E os fenômenos ficaram por isso mesmo?
HOLLANDA – Dois ou três dias depois, eu estava dormindo, por volta da meia-noite. Estava numa espécie de desligamento, mentalização, deitado junto a minha mulher. De repente, adentrou meu quarto um clarão muito forte, seguido por um estalido, iluminando tudo. Assustei-me ao ver um troço tão estranho. Imediatamente, apareceu um ser atrás de mim, abraçando-me. Achei a situação meio esquisita. Além disso, tinha outro ser na minha cabeceira, que media 1,5 m, estava vestido com uma roupa semelhante a de astronauta ou de mergulho.
REVISTA UFO – Um colante? Ou neoprene, aquele material usado na fabricacão de roupas de surfistas?
HOLLANDA – Era muito fofa, não era colada ao corpo. Não cheguei a ver seu rosto, mas era cinza, tinha uma máscara parecida com a de mergulho, o olho nao dava para detalhar. Eu estava muito assustado por causa daquele "bicho" que me abraçava e apertava por trás, sussurrando em meu ouvido em Português: "Calma, não vamos te fazer mal", com uma voz metalizada, como som de transmissões computadorizadas.
REVISTA UFO – E sua esposa?
HOLLANDA – Continuou dormindo, sem saber da presença do "baixinho" que estava em minha cabeceira, apertando-me na cama. Não gostei da sensação e da atitude dele. Logo em seguida, outro estalido e o clarão desapareceu, deixando-me muito assustado.
REVISTA UFO – Houve lapso de tempo?
HOLLANDA – Não me lembro. Fiquei raciocinando se não foi apenas um sonho. Mas o troço era muito esquisito e eu ouvi dois estalidos. Não me recordo se fui beber água. Acho que desci para tomar alguma coisa, whisky, sei lá...
REVISTA UFO – Esse fenômeno voltou a acontecer nos dias seguintes?
HOLLANDA – No outro dia fui para o quartel para hastear a bandeira e bater continência ao som do Hino Nacional. Minha mulher sempre fechava o portão da garagem quando eu saia para trabaIhar, por causa dos cachorros e das crianças. Tinha, nessa época, um Alfa Romeo azul marinho. Quando meti a chave na porta do motorista para abri-la, a porta do outro lado abriu-se sozinha, sem ao menos eu ter tocado no veículo. Ao ver aquilo, minha mulher ficou assustada. Eram muitos fenômenos inexplicáveis que vinham acontecendo. Olhei para meu suposto companheiro e disse, em tom de gozação: "Você não vai andar muito. A viagem é curta".
REVISTA UFO – O senhor sentiu alguma coisa, talvez uma dor de cabeça?
HOLLANDA – Aí eu me sentei no carro, e quando estiquei a mão para fechar a porta, ela o fez sozinha. Minha esposa assustou-se ainda mais. Fui embora, seguindo rumo ao quartel. Ao hastearmos a bandeira, meu braço esquerdo começou a coçar muito. Eu já estava doido para que a cerimônia acabasse, pois não podia tirar a mão da pala para me coçar. Quando olhei para meu braco, ele estava vermelho. Achei aquilo muito esquisito [Editor: até hoje em seu braco apresenta-se a mesma marca avermelhada].
REVISTA UFO – O senhor acha que isso tudo foi consequência do quê?
HOLLANDA – Calma, já chego lá. Meu braço continuou coçando. Por curiosidade, num certo dia. apertei a pele e, ao fazê-lo, apareceu um "troço", como se fosse um pedacinho de plástico.
REVISTA UFO – Já fez algum exame de raio X?
HOLLANDA – Já. No raio X não aparece nada. Mas aperte aqui e sinta. [Editor: ao apertar o local, pude sentir alguma coisa pontuda, que mais parecia uma agulha].
REVISTA UFO – Algum outro componente da equipe apresentou qualquer tipo de marca pelo corpo?
HOLLANDA – Sim, o Flávio. Descobri isso quando todo mundo quis ver o meu ferimento. Ele também possuia a mesma marca na perna esquerda, numa das coxas. Ele acabou falecendo por causa de derrame, em virtude do ferimento na perna. Depois eu conversei com um médico, amigo meu, para o qual mostrei meu braço. Ele me convidou a ir até o hospital para fazer exames. Numa das vezes que fui a São Paulo e conversei com Rafael Sempere Dura, ele pegou uma bússola pequena e pediu permissão para dar uma olhada, colocando o aparelho sobre a minha pele.
REVISTA UFO – Uma evidência física sem precedentes...
HOLLANDA – Os ponteiros da bússola ficaram alterados. Se através de um exame radiológico não se pode ver absolutamente nada, comentei com Rafael que queria mandar abrir a pele. Ele me aconselhou que não o fizesse.
REVISTA UFO – Mudando de assunto, o coronel tem conhecimento de que o Governo Brasileiro continua fuzendo pesquisas ufológicas, seja na Amazônia ou em outro lugar, a respeito desse fenômeno?
HOLLANDA – Pesquisa com determinação, com base em um programa, acredito que não. Pelo menos não tenho qualquer informação a esse respeito. Primeiro, porque estou fora, na reserva. Tenho muito pouco contato, a não ser financeiro, com o Ministério da Aeronáutica. Possuo amigos lá, mas nunca ouvi falar que o órgão tenha ido investigar qualquer tipo de projeto ou eventualidade, como o caso dos F-5.
REVISTA UFO – O senhor acha que deveria haver então um programa de pesquisas mantido pelo Governo?
HOLLANDA – Na minha opinião, parece que sim. Eu mesmo tenho minhas razões pessoais para crer nisso, mas mesmo que não as tivesse, se eu fosse comandante, mandaria.
REVISTA UFO – O que o senhor imagina que foi feito da Operação Prato? Dos documentos? Das fotografias? Existe algum órgão tomando conta desse material todo?
HOLLANDA – Creio que tenha sido arquivado, pois não foi dado muito valor a ele. Não tive conhecimento de qualquer repercussão no Ministério da Aeronáutica. Quanto as fotografias, não foram enviadas as 500 para eles. Seguiram apenas as que constavam no relatório e alguns negativos. A maioria delas ficou conosco, guardada nos arquivos do Comar, e ninguém consegue obter informação a respeito. A seção a qual eu pertencia e onde se encontram arquivados os quatro filmes batidos e as fitas de vídeo. Na época, o Ministério da Aeronáutica iria ficar com apenas um rolo, mas confiscou inclusive os outros três que pertenciam a mim, que foram comprados com meu dinheiro e, assim mesmo, a Aeronáutica nunca os devolveu.
REVISTA UFO – Nunca pensou em guardar um souvenir desse material?
HOLLANDA – Não. Veja bem: já falei que adoro a FAB, ainda mais quando estava lá dentro. Hoje, eu fico de fora, vendo como e que meus companheiros estão se sucedendo, o que estão fazendo para que ela prospere e engrandeça. Sempre tive um respeito muito grande pela Força Aérea e pelo meu serviço. Eu nunca faria isso com ela. Fiquei calado por 20 anos. Durante esse período, fui consultado várias vezes para que escrevesse ou prestasse alguma declaração.
REVISTA UFO – Coronel, recorda-se de que publicamos umas fotografias em 1986 ou 1987 sem sua autorização? Isso trouxe algum problema para o senhor, para sua equipe ou para o Comar? Alguem foi punido por isso?
HOLLANDA – Trouxe, sim, muitos embaraços. Eu fui mandado de Brasilia para investigar por que aquilo tinha sido vazado, como aquela história tinha se tornado pública. Como o carimbo da Aeronáutica estava exposto, já que naquela época eu era o chefe dessa operação, como é que aquilo saiu? De minha mão não foi. Ninguém saiu punido por isso, pois a verdade sobre como as coisas vieram a tona nunca foi descoberta.
REVISTA UFO – O senhor acha que a publicação dessa matéria na íntegra pode causar mais embaraços? E para os militares que permanecem na Aeronáutica, que sabem que existem esses documentos e que a população tem o direito de conhecê-los?
HOLLANDA – Hoje não. Minha missão foi cumprida. Minha carreira se esgotou em 36 anos de trabalho.
REVISTA UFO – O senhor não acha que esses documentos deveriam ser liberados para o público?
HOLLANDA – Isso já é decisão do comando. Se liberarem, irão surgir muitas indagações que o Ministério da Aeronáutica e Governo Brasileiro não estão aptos a responder. Para evitar constrangimentos, não se fala nada. Uma vez eu estava assistindo a um programa do apresentador Flavio Cavalcanti. Num interrogatório sobre isso, um cara perguntou por que os UFOs não pousam no Maracanã para todo mundo ver? Se acontecer um caso desses, um pouso na Esplanada do Planalto, aí não tem jeito. Acredito que num futuro próximo "eles" possam ser até um pouco mais abusados. Do jeito que está, em menos de um ou dois anos, acontecerá um contato claro, aberto para toda a população, que será transmitido pelas televisões do mundo.
Fonte: Revistas UFO números 54 (outubro de 1997) e 55 (novembro de 1997)
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