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Por Reinaldo Stabolito

SISTEMAS DE COMPORTAMENTO ALIENS-TESTEMUNHAS

           Tal qual o fenômeno UFO como um todo, analisar o comportamento dos humanóides é algo bastante complicado – dada à estranheza e aparente ilógica da casuística. Se estamos realmente sendo visitados por uma ou mais civilizações extraterrestres, por que não há um contato oficial? No início do estudo da Força Aérea norte-americana sobre o fenômeno UFO, esta pergunta frustante – "Por que não há contato?" – foi feita por cientistas contratados pelos militares. Em primeiro lugar, supôs-se que os UFOs estivessem fazendo uma avaliação das capacidades de defesa da Terra. Mas, esta resposta tinha suas falhas:

          "A falta e propósitos nos vários episódios é intrigante. Apenas um motivo pode ser determinado: que os homens do espaço estão testando nossas defesas sem querer ser beligerantes. Se for assim, eles devem ter ficado satisfeitos há muito tempo, pois não podemos agarrá-los. Parece infrutífero para eles continuar repetindo os mesmos experimentos" – J. F. Lipp, Relatório Técnico do Projeto Sign, nº F-TR-2274-IA.

           À medida que o tempo passou, a Força Aérea propôs outras razões na tentativa de explicar o comportamento arredio do fenômeno. Em 1968, buscando uma perspectiva para a questão "Por que não há contato?", a Academia da Força Aérea dos Estados Unidos forneceu alguns parâmetros para seus cadetes, numa apostila chamada de "Objetos Voadores Não Identificados – Ciência Introdutória do Espaço", por Major Donald G. Carpeter, Departamento de Física, academia da USAF, 1968:

01 – Nós podemos ser objeto de estudo sociológico e psicológico intensivo. Em tais estudos, em geral se evita perturbar o ambiente do objeto de teste.
02 – Não se entra em contato com uma colônia de formigas, e os humanos podem parecer assim para qualquer alienígena.
03 – Tal contato já pode ter acontecido secretamente.
04 – Tal contato pode ter acontecido num plano diferente de consciência e ainda não somos sensíveis para comunicação em tal ponto.

           Sejam quais foram as razões, a falta de contato formal resulta, num primeiro momento, numa característica desconcertante no fenômeno. Porque a inteligência por detrás dos UFOs opta pela clandestinidade? Não sabemos quem são, de onde vêem e, principalmente, quais os seus motivos. Sem que existam essas respostas básicas, nos deparamos com inúmeros contatos espalhados pelos quatro cantos de nosso planeta sem que seja perceptível qualquer ordem lógica. Podemos, a principio, tentar avaliar o comportamento dos supostos humanóides dentro do que conseguimos catalogar na pesquisa civil, e buscar associações que nos possam apresentar indicadores importantes. Com relação aos supostos comportamentos dos humanóides, podemos distinguir basicamente cinco categorias distintas:

01 – COMPORTAMENTO HOSTIL: Comportamento onde os humanóides perpetuam um possível confronto ou acarretam quaisquer danos à integridade física das testemunhas de forma aparentemente intencional.

           No dia 13 de agosto de 1967, na cidade de Crixás, Estado de Goiás, O agricultor Inácio de Souza retornava para a sua fazenda, juntamente com sua esposa, quando percebeu um enorme objeto discóide pousado na pista de aterrissagem, perto da casa. Junto ao objeto havia três "crianças", que pareciam vestir uma malha colante ao corpo, de cor amarela, ou estavam nus. Inácio foi à direção das crianças e logo percebeu que não se tratava de seres humanos normais (possivelmente eram seres humanóides do tipo "ALFA"). Um dos seres percebeu o casal, apontou em sua direção e os três começaram a correr para as testemunhas. Assustado, Inácio mandou sua esposa correr para casa enquanto tirava sua Winchester 44, que carregava no ombro, desferindo um tiro preciso na cabeça do ser mais próximo que vinha em sua direção (a distância estimada era de uns 60 metros). A criatura caiu no chão no mesmo instante em que foi baleada.

           No mesmo instante do tiro, o UFO lançou um feixe de luz verde, atingindo Inácio no ombro esquerdo. Este perdeu as forças e caiu no chão. Sua esposa voltou correndo com o intuito de proteger o marido desacordado. Ela pegou a arma, mas quando apontou para os seres, estes haviam parado, pegado o que tinha sido atingido por Inácio e estavam entrando no disco carregando o que fora baleado. O disco subiu verticalmente emitindo um zumbido. Não foram encontradas marcas de sangue no local. Inácio morreu 59 dias depois do incidente, com sintomas aparentes de leucemia aguda. O Caso Crixás é um clássico da ufologia nacional e é possível especular que o comportamento hostil dos humanóides tenha sido motivado pelo tiro disparado por Inácio.

           Não podemos nos esquecer das abduções alienígenas. Esse fenômeno é sempre uma violência, pois captura as pessoas contra suas vontades próprias e as submetem a uma série de exames de caráter aparentemente médico. Independentemente dos motivos de tais procedimentos (sejam eles benéficos ou maléficos para a nossa humanidade – algo que a ufologia não tem resposta), o ato em si, de raptar, é uma violência. E normalmente ocorre deixando os abduzidos completamente aterrorizados, sendo que alguns acabam carregando traumas emocionais pelo resto de suas vidas como ônus das dramáticas experiências que viveram durante o processo de abdução.

02 – COMPORTAMENTO AMIGÁVEL: Comportamento onde os humanóides se aproximam das testemunhas e interagem com as mesmas mantendo uma situação amistosa e de respeito.

           Em 23 de julho de 1947, na Colônia Goio-Bang, em Pitanga, Estado do Paraná, o agrônomo José C. Higgins realizava trabalhos de agrimensura no campo, quando um enorme objeto discóide aterrissou a uns 50 metros de distância. Os operários que o acompanhavam fugiram, porém Higgins resolveu ficar para ver o que acontecia. Aproximou-se para examinar melhor o objeto, quando saíram dele três indivíduos que se postaram à sua volta. Vestiam macacões transparentes que cobriam todo corpo, inclusive a cabeça. Nas costas, levavam uma mochila de metal. No entanto era perceptível que os seres tinham grandes olhos redondos e bastante estranhos. Suas cabeças eram grandes, redondas e calvas. As pernas eram mais compridas do que as proporções que conhecemos e teriam uns 2,1 metros de altura. Dentro do UFO havia um quarto humanóide observando. Todos pareciam gêmeos.

          Os seres falavam entre si numa língua bonita e sonora. Moviam-se com incrível agilidade e leveza. Um deles, que trazia um pequeno tubo de metal apontado para José Higgins, fez gestos indicando que entrasse no aparelho. Por meio de palavras e gestos, Higgins perguntou para onde queriam leva-lo. Um deles fez sete círculos concêntricos no chão, mostrou o Sol e apontou para o sétimo círculo e, depois, para o aparelho. Espantado, Higgins pensou em sair dali. Nisso, tirou sua carteira do bolso e mostrou o retrato de sua esposa aos humanóides, dizendo-lhes por gestos e palavras que queria buscá-la. Eles permitiram e Higgins, afastando-se, escondeu-se num mato próximo para observar. Os seres brincavam como crianças, dando saltos e atirando longe pedras de enorme tamanho. Cerca de meia hora depois, olharam detidamente os arredores e, por fim, entraram no UFO, que alçou vôo verticalmente.

03 – COMPORTAMENTO BENEVOLENTE: Comportamento onde há uma clara interação entre os humanóides e as testemunhas resultando em algum tipo de benefício para a segunda.

           Um relatório de acuidade visual, datado de 30 de agosto de 1976, não deixava dúvidas: a jovem Dirce (pseudônimo), então com nove anos de idade, era portadora de reumatismo infeccioso. Assustados, os pais da jovem menina a levaram para outra clínica. A conclusão foi que a visão de ambos os olhos tinha apenas 6% da visão normal. O exame de fundo de olho, fotografado em slides, indicava uma aparente degeneração da mácula, que poderia ser do tipo cística (inicial), ou distrofia viteliforme da mácula (doença de Best). Um dos médicos também falou em neurite trobulbar. O fato é que Dirce tinha sua capacidade visual altamente comprometida.

           Numa determinada noite, às 19:00 horas, numa data que se estima ser pouco depois de 04/11/1976, Dirce foi levar comida para o cachorro no quintal. Subitamente entrou correndo em casa, muito pálida. Segundo Dirce, quando começou a tratar do cachorro, olhou para o fundo do quintal, que era muito escuro, e viu um ser de cerca de dois metros de altura, usando uma espécie de capacete e um macacão muito justo. Ele tinha olhos extremamente escuros, com dois buracos. Outro buraco ocupava o lugar da boca. Carregava uma arma apontada para ela e andava lentamente. Quando chegou à cerca de um metro de distância de Dirce, o alien acionou o botão que tinha no peito e, nesse instante, a visão de Dirce obscureceu. Quando recuperou a visão, o ser estava de costas, caminhando novamente para o fundo do quintal, de onde viera. O inusitado é que a visão de Dirce foi curada inexplicavelmente, conforme atesta o laudo do cirurgião oftalmologista doutor Tadeu Cvintal: "Angiofluoresceinografia Retiniana. Tempos principais AO (ambos os olhos), em 05 de agosto de 1982. Angiograma normal" – a visão de Dirce estava curada.

04 – COMPORTAMENTO INDIFERENTE: Comportamento onde a presença de testemunhas parece não ter qualquer importância para os humanóides e suas atividades.

           Às margens de um afluente do Rio Negro, na Amazônia, a senhora Luzia Nascimento de Moraes teve um avistamento de um ser estranho no quintal e dentro de sua casa. Vale ressaltar que o famoso fenômeno Chupa-Chupa é bastante comum naquela região. A própria testemunha relata o evento: "Eram cerca de 23:00 horas. Eu estava na cozinha quando vi uma forte luz no mato, que se aproximava rapidamente. Tive muito medo! Em seguida surgiu inexplicavelmente um homem, que logo foi entrando em minha casa". O humanóide descrito por Luzia era baixo, magro, forte e aparentava uns 30 anos. O ser passou por ela rapidamente, aparentando não dar importância à sua presença.

           Após passar pela senhora Luzia, a estranha criatura subiu pelo telhado de sua casa, de onde foi possível ouvir um barulho semelhante ao de uma máquina de costura. Nesse momento, Luzia e seu marido saíram da casa para observar o que estava acontecendo. E viram que o humanóide entrou num UFO branco e brilhante que estava acima de seu telhado. Aparentemente havia um outro "homem" dentro do objeto, pois Luzia e seu marido conseguiram observá-lo pelo que parecia ser uma janela. Logo em seguida, o OVNI desapareceu inexplicavelmente.

05 – COMPORTAMENTO ARREDIO: Comportamento onde a presença de testemunhas parece perturbar os humanóides, a ponto dos mesmos empreenderem uma atitude de aparente fuga.

           Num certo dia do ano de 1983, por volta das 20:30 horas, em Minas Gerais, o lavrador Joaquim Antonio Luiz retornava à sua casa de bicicleta, que fica em uma fazenda fora da cidade. Em uma curva, avistou o que pensou ser uma moça toda vestida de branco, usando uma saia curta e blusa. Seus cabelos eram cheios e loiros, e tinha pele clara. Joaquim se sentiu atraído pela mulher, que tinha um corpo muito bonito, com pernas grossas, e resolveu parar a bicicleta para abordá-la. "E daí?" – foi o que Joaquim pronunciou ao parar em frente da "moça" (uma interpelação que, para o povo mineiro, expressa um convite à garota para uma aproximação mais íntima).

           A jovem permaneceu em silêncio, virou-se de costas, inclinando o corpo para frente e levantando os braços para acima da cabeça. Em seguida, deu um salto, desprendendo-se do chão, e voou livremente. Sua saia ondulava como se estivesse sendo tocada pelo vento. Em poucos segundo, a enigmática garota tinha voado uma distância de mais de 500 metros, passando a ser somente um ponto branco na noite escura. Joaquim ficou tão apavorado que quando chegou na fazendo mal pôde dormir.

Reinaldo Stabolito é ufólogo e Coordenador Geral do INFA

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