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Por Reinaldo Stabolito

           Ao que tudo indica, a contingência que determina o comportamento dos humanóides está ligada, basicamente, à atividade que ele esteja desempenhando no momento específico de cada contato individualmente. Atividade essa que ainda é um mistério. O fenômeno se manifesta com inúmeras nuances de difícil assimilação e que parece ilógico aos nossos padrões. Sem dúvida, tudo o que se relaciona à manifestação do fenômeno UFO transcende nossa capacidade de entendimento.

          No entanto, há um aparente padrão na associação entre o comportamento e forma anatômica, e que já foi detectado há bastante tempo na ufologia: os seres tipo "ALFA", na maioria esmagadora das vezes, são relatados como sendo as principais criaturas envolvidas nas abduções. Mas também há registros de seres do tipo "BETA", como também a presença de várias entidades de anatomias diferenciadas envolvidas numa mesma abdução. De qualquer forma, o enorme registro dos seres de tipo "ALFA" nas abduções alienígenas fazem com que eles sejam reconhecidos como os principais protagonistas desse comportamento.

           Uma característica do fenômeno que é digno de nota é a paralisação das testemunhas. É muito comum relatos de que as testemunhas ficaram absolutamente paralisadas diante do fenômeno, seja de humanóides ou dos UFOs. Mas é importante salientar que tal comportamento não representa necessariamente algo de cunho hostil ou agressor. Na verdade, levando-se em conta que todos os variados tipos de supostos "ocupantes de UFOs" evitam um contato mais efetivo conosco, a paralisação das testemunhas pode ser apenas uma medida de segurança para evitar qualquer ação que coloque em risco a segurança dos humanóides e – porque não ???? – das testemunhas. Assim como pode ser um instrumento de coação dos humanóides, como no caso das abduções: paralisada, a testemunha fica completamente passiva e sem condições de apresentar qualquer resistência aos seus raptores. O fato é que sabemos muito pouco ou quase nada sobre os humanóides e suas atividades. Outras abordagens podem trazer novos importantes indicadores...

NOVAS FORMAS DE CLASSIFICAÇÕES

           O Centro de Investigação de UFOs (CUFOS), órgão norte-americano que já foi presidida pelo professor Allen Hynek, criou um sistema denominado "Humanoid Study Group", pela qual se pode classificar os humanóides em cinco categorias distintas, conforme sua associação com os UFOs:

01 – ASSOCIAÇÃO EXPLÍCITA: Entidade humanóide observado no interior de um UFO através de janelas, portas ou outras aberturas.

          Na Serra da Beleza (RJ), num dia de maio, no final dos anos 60, o senhor Alípio Lauriano avistou, na porta de sua casa, por volta das 11:00 horas, um objeto em forma de disco, um pouco menor que um veículo tipo fusca, evoluindo a cerca de 400 metros de onde se encontrava, bem acima de uma plantação de milho. Segundo a testemunha, o objeto emitia um ruído semelhante ao produzido por uma moto, só que mais acelerado e baixo, por cerca de cinco minutos.

           O senhor Alípio conseguiu divisar o que parecia ser janelas, por onde pôde reconhecer a presença de uma ou mais criaturas no interior do UFO. O objeto acabou desaparecendo em direção à localidade de são José do Turvo, deixando um aparente rastro de fumaça, que logo se dissipou.

02 – ASSOCIAÇÃO DIRETA: Observação de entidade humanóide que entram e saem de um UFO.

           Durante a Operação Prato, o Coronel Uyrangê Soares Nogueira de Hollanda Lima obteve um relato de uma experiência bastante inusitada. Luis, um rapaz que trabalhava apanhando barro para uma olaria de propriedade de Paulo Keuffer, montou acampamento em cima de uma árvore, a beira do Rio Jarí (rio limítrofe do Estado do Pará e Território do Amapá – nasce na serra de Tumucumaque e deságua no Amazonas), com o intuito de caçar uma paca. Num dado momento, um OVNI parou sobre ele e abriu uma espécie de porta. Dessa abertura desceu um foco de luz intenso e dela surgiu um ser que parecia descer flutuando com os braços abertos.

           Chocado, Luis pulou da árvore e se escondeu no meio da vegetação. A criatura tinha um dispositivo na mão que emitia uma luz vermelha e que, aparentemente, a usava para examinar o acampamento que Luis tinha feito na árvore. Logo em seguida, a criatura apontou a luz vermelha diretamente para Luis, deixando claro que sabia onde ele estava escondido. Luis ficou mais assustado ainda e saiu correndo pela margem do rio, tropeçando em troncos e raízes. O ser acabou voltando para dentro da nave e esta, por sua vez, voltou a se movimentar e foi embora.

03 – ASSOCIAÇÃO DEDUZIDA: Observação de entidade humanóide fora de um UFO.

           Em uma noite enluarada, entre junho e julho de 1972, o lavrador João Alves Sobrinho, residente em Quebra-Perna, município de Jequitibá, a 10 quilômetros ao norte de Baldim (MG), observou um aparelho um pouco maior que uma Kombi, de altura desta e com as bordas "despontadas". Era branca, tinha um farol – então apagado – na frente e, visto de perfil, parecia um barco com dois pequenos vãos retangulares, lembrando janelinhas, próximos à sua base, que parecia tocar no solo.

           À medida que se aproximava do objeto, percebeu dois seres humanóides de pequena estatura, agachados, de costas para ele e mexendo no solo. João Alves passou por eles, a uma distância de cinco metros, e não chegou ver suas faces. Eles vestiam uma espécie de capa larga, clara, sobre o qual sobressaía uma cabeleira escura que atingia a cintura. João Alves apressou o passo e chegou em sua casa. Logo depois, voltou para o local e não viu mais os seres e o objeto; no entanto, avistou, à baixa altura, o UFO voando horizontalmente, distanciando-se rumo a oeste.

04 – ASSOCIAÇÃO SUPOSTA: Observação de entidade humanóide que não está diretamente relacionada com a observação de UFO, mas se manifesta em local de reconhecida grande atividade ufológica.

           Na noite do dia 21 de abril de 1996, no restaurante Paiquerê, instalado em meio ao horto do Jardim Zoológico de Varginha (MG), estava acontecendo uma festa de aniversário de um secretário municipal de Varginha. Nesta festa estava presente a senhora Terezinha Clept, que saiu para a varanda do restaurante e teve um encontro insólito. Era por volta das 21:00 horas e Terezinha avistou uma criatura no parapeito – o que só possibilitou observá-la do pescoço para cima.

           O ser era marrom escuro, brilhante, tinha a pele oleosa, o rosto redondo, não tinha bochechas, nem barba e nem bigode ou nariz e, no lugar dos lábios, havia apenas o que parecia ser um pequeno corte. Apesar da escuridão, Terezinha pôde observar os detalhes porque os enormes olhos vermelhos da criatura emitiam luminescência "como se fossem faróis traseiros de carro". O sul de Minas Gerais é considerado uma zona de grande atividade ufológica e, só para exemplificar, quatro meses antes do avistamento de Terezinha Clept, em janeiro de 1996, aconteceu um dos mais famosos e importantes casos ocorridos em solo brasileiro: O Caso Varginha, pesquisado por Ubirajara Franco Rodrigues.

05 – NÃO ASSOCIADOS: Observação de entidade humanóide sem que exista qualquer atividade ou manifestação UFO aparente.

          Na década de 50, em Santanésia, interior do Rio de Janeiro, a jovem Lucy Gallucci teve um encontro estranho com uma criatura humanóides. Lucy costumava sair após o almoço sempre carregando seus livros. Ela dedica suas tardes à leitura em uma das margens de um dos lagos criados pela barragem de uma usina hidroelétrica. E numa dessas tardes. Lucy acabou se deparando com um homem estranho.

           Ele trajava vestimenta branca, bem ajustada ao corpo e emendada nos sapatos. Sua testa era muito ampla, mas não por calvície. O cabelo era liso, ralo e tendendo para o branco. As orelhas eram um pouco pontudas e sem lóbulos. O nariz era muito afilado, com orifícios um pouco para cima. Os olhos impressionavam pela cor indefinível – entre o amarelo e o castanho, parecendo refletir o verde da vegetação. Não tinha sobrancelhas e nem pestanas. Sua voz era grossa. A criatura humanóide deu várias informações para Lucy, entre os quais um relato de ter havido uma colonização na Terra por seres de outros mundos. Depois o humanóide se afastou de Lucy e desapareceu. Lucy Gallucci não avistou qualquer UFO, assim como demorou bastante tempo para concluir que se tratava de uma experiência possivelmente de cunho ufológico.

           Como é perceptível, a pesquisa do "Humanoid Study Group" formula uma maneira não convencional de tentar estudar e classificar os humanóides. Diante de um fenômeno que parece transcender tudo o que conhecemos, mais pesquisadores deveriam se dedicar a estudar essa questão com novas e originais formas de classificação e associação – num esforço de tentar avançar nosso conhecimento em tão polêmico assunto. Afinal, o fenômeno humanóide, os supostos extraterrestres "ocupantes de UFOs", ainda é uma incógnita total. Quem são eles? De onde vêem? O que desejam? Talvez um dia nossos próprios visitantes misteriosos resolvam se revelar e, assim, teremos respostas para as nossas importantes perguntas.

Reinaldo Stabolito é ufólogo e Coordenador Geral do INFA

TIPOLOGIA EXTRATERRESTRE - PÁGINA 03


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